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ANGOTIC atinge níveis recorde de visitantes, empresas e startups na edição de 2026

ANGOTIC atinge níveis recorde de participantes, empresas e startups na edição de 2026
Encerrada a 6.ª edição do Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação de Angola (ANGOTIC), no passado sábado 13, em Luanda, é momento de rever a maior montra tecnológica do país em números.
 
A edição 2026, realizada entre os dias 11,12 e 13 de Junho, manteve a tendência progressiva do ANGOTIC em números de participantes, tendo recebido cerca de 34 mil visitantes ao longo dos três dias, segundo informou o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicaçãos Social, Mário Oliveira, durante a sessão de encerramento do fórum.
 
Os dados apresentados mostram que desde a edição inaugural, realizada em 2018, o ANGOTIC tem registado um crescimento consistente, apesar do interregno forçado pela Covid-19 entre os anos 2020 e 2022.
 
Para efeitos comparativos, a primeira edição recebeu 4.480 visitantes, em 2018. Já em 2019, o número de participantes aumentou 78,6%, para 8.000 visitantes, patamar que se manteve na edição de 2023, a primeira realizada após a Covid-19.
 
Em 2024, o evento voltou a crescer 25%, alcançando 10 mil participantes, antes de registar uma subida de 80% em 2025, para 18 mil visitantes. Já na edição de 2026, o número de participantes aumentou cerca de 89% ao atingir os 34 mil visitantes e elevar o crescimento acumulado para cerca de 659% face à primeira edição.
 
Crescimento do ecossistema tecnológico pressiona capacidade expositiva
 
O crescimento do ANGOTIC reflectiu-se igualmente na participação empresarial e no ecossistema de empreendedorismo tecnológico. A edição de 2026 reuniu 118 empresas expositoras e não expositoras — 10 das quais internacionais — o que representa mais 12,4% em relação às 105 empresas registadas no ano anterior e quase 69% acima das 70 companhias participantes contabilizadas em 2024.
 
A participação de startups continua a crescer, após passar de 128 projectos em 2024 para 180 em 2025 e atingir 211 na edição deste ano, um aumento de 17,2% face à edição anterior e de cerca de 65% em apenas dois anos.
 
Segundo Mário Oliveira, a organização recebeu 340 intenções de participação na edição de 2026, mas apenas 211 projectos conseguiram garantir espaço de exposição no recinto, o que deixou de fora 129 candidaturas e evidencia o crescente dinamismo do ecossistema empreendedor ligado às tecnologias de informação e comunicação.
 
“A capacidade de implantação (de startups) tem sido cada vez mais escassa. É um sinal do impacto das políticas e medidas do Executivo,  por um lado, e pelo elevado dinamismo e criatividade da nossa juventude, por outro”, disse.
 
A pressão sobre o espaço disponível já havia sido reconhecida pelo ministro Mário Oliveira em Abril, durante uma entrevista à Namibian Broadcasting Corporation (NBC). Na ocasião, o governante manifestou o desejo de ver duplicado o número de participantes do ANGOTIC, mas admitiu que o Centro de Convenções de Talatona começa a revelar limitações para responder à crescente procura de empresas, startups e demais entidades interessadas em participar no fórum.
 
“Este espaço (HCTA) está a tornar-se pequeno para o evento, estamos à procura de um outro, em Luanda. Há muita solicitação por presença no ANGOTIC por parte dos expositores e, por isso, pensamos que este ano será difícil gerir todas as empresas,” disse à data.
 
Dimensão educativa e internacional em expansão, apesar da redução da formação prática
 
A componente educativa e social do ANGOTIC também registou uma evolução positiva. O número de escolas participantes aumentou de 11 para 12 entre 2025 e 2026, enquanto o total de crianças presentes no evento passou de 3.355 para 4.154, um crescimento de 23,8%, reflectindo o esforço da organização em aproximar as novas gerações das tecnologias de informação e comunicação.
 
A dimensão educativa do fórum estendeu-se também ao ensino superior, com a participação de universidades provenientes de cinco províncias, num esforço de aproximação entre o meio académico, a indústria tecnológica e as políticas públicas de transformação digital.
 
O ministro destacou também iniciativas como os programas Conecta Angola, Ilumina Angola Online e Angola Digital, que visam reforçar a literacia digital e a modernização administrativa.
 
Apesar do crescimento da participação geral, a componente formativa registou uma redução. Os cursos realizados durante o evento passaram de sete em 2025 para quatro em 2026, enquanto o número de formandos diminuiu de 137 para 88 jovens.
 
Ademais, a agenda programática acompanhou a trajectória de crescimento do ANGOTIC, com o número de sessões a subir de 29 em 2025 para 41 na edição deste ano, distribuídas entre 15 plenárias e 26 sessões paralelas, o equivalente a um aumento de cerca de 41%.
 
O evento contou ainda com a participação de representantes de 10 países africanos e europeus, entre governantes e dirigentes empresariais, o que reforça a dimensão internacional do fórum.
 
Com números recorde de participação e uma programação mais extensa, o ANGOTIC 2026 encerrou a sua sexta edição e reforçou a posição do evento como um dos principais pontos de encontro do ecossistema tecnológico angolano, ao reunir governo, empresas, startups, universidades e parceiros internacionais em torno dos desafios e oportunidades da transformação digital.

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