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New Cognito: “Angola precisa de passar de uma digitalização fragmentada para uma inteligência económica coordenada”

New Cognito - Angola precisa de passar de uma digitalização fragmentada para uma inteligência económica coordenada
Angola precisa de evoluir de uma digitalização fragmentada para um modelo de inteligência económica coordenada, capaz de transformar dados, inteligência artificial (IA) e conectividade em produtividade, competitividade e desenvolvimento sustentável, defendeu o CEO da New Cognito, Sérgio Lopes, durante o Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA 2026), realizado nos dias 13 e 14 de Julho, em Luanda.
 
Numa apresentação sobre o tema ‘Inteligência Artificial, Dados e o Futuro da Economia Digital’, Sérgio Lopes declarou que a IA deve deixar de ser encarada apenas como uma tecnologia emergente para assumir um papel central na estratégia de desenvolvimento económico e na competitividade das organizações e dos países.
 
“O tema já não é apenas tecnologia. O tema é competitividade, soberania e desenvolvimento. A IA só gerará impacto real se fizer parte de uma estratégia integrada, assente em dados de qualidade, conectividade, talento e modelos de governação capazes de transformar inovação em produtividade e crescimento económico”, afirmou
 
Segundo o responsável, Angola reúne condições importantes para acelerar a economia digital, no entanto esse percurso exige mais do que a adopção de novas tecnologias, requerendo capacidade para estruturar dados, desenvolver competências, reforçar infra-estruturas e criar modelos de governação que permitam transformar dados em inteligência e inteligência em produtividade.
 
A importância dos dados como base para uma utilização eficaz da IA foi também destacado pelo director de Serviços ao Cliente da New Cognito, Hélio Santana, na mesa-redonda subordinada ao tema ‘Data & AI Leadership – Como Transformar Dados em Decisões e Impacto de Negócio’, dedicada aos desafios da utilização estratégica dos dados e da IA nas organizações.
 
Durante o debate, Hélio Santana referiu que o sucesso dos projectos de IA depende da qualidade dos dados, da maturidade digital das organizações e da existência de uma estratégia alinhada com os objectivos do negócio.
 
“Os dados só podem ser considerados o novo petróleo se forem dados confiáveis. Antes de adoptar inteligência artificial, as organizações precisam garantir que possuem processos estruturados, dados integrados, pessoas capacitadas e uma estratégia alinhada com o negócio. Nem sempre o que as empresas precisam é inteligência artificial. Muitas vezes precisam primeiro de criar as bases que permitirão que essa tecnologia gere impacto real”, enquadrou.
 
A participação da New Cognito no FNIA 2026 incluiu ainda uma masterclass conduzida pelo director de Consultoria, Governação, Risco e Conformidade da empresa, Celso Rodrigues, subordinada ao tema ‘Transformação Digital: Da Estratégia à Execução’.
 
Dirigida a administradores, gestores e líderes de transformação digital, a sessão abordou os principais factores críticos para liderar programas de transformação digital com foco na geração de valor, explorando temas como cultura e liderança digital, gestão da mudança, escalabilidade da IA, modelos operacionais digitais e a construção de organizações AI-First.

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