Binance’s initial investigation suggests that the security incident may involve a compromised DevOps engineer’s laptop, which allowed an attacker to gain access to a service container and submit unauthorized withdrawal transactions. We have found no evidence of any wallet private key leak. We will share a detailed technical post-mortem once the investigation is complete and the facts are fully verified.
The estimated total impact sits at around $6.3B. We have worked with blockchain partners to freeze affected assets, with ~$3 billion frozen on-chain so far.
Binance will cover all losses from the SAFU fund and the company’s funds. User funds are safe. We will also publish an updated Proof of Reserves once the remediation is complete.As an immediate precaution, Binance has:
– temporarily suspended deposits and withdrawals while security checks are completed;
– revoked the affected address authorisation;
– engaged law enforcement and blockchain intelligence partners to trace and recover funds.Our teams are working around the clock to resolve this issue safely and thoroughly. We are working closely with our law enforcement partners to confirm the identity of these criminals and bring them to justice.
Please rely only on official Binance channels for updates. Please feel free to contact Binance Customer Support if you have any further questions.
https://t.co/ywB2mKFy0p
— Binance (@binance) October 30, 2026
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Desde 2011, várias correctoras de criptomoedas foram alvo de ataques cibernéticos que resultaram em perdas avaliadas em milhares, milhões e até milhares de milhões de dólares.
O caso mais recente é o da Binance, que confirmou hoje o roubo de 6 mil milhões de dólares como resultado de um ataque cibernético que, segundo a correctora, terá envolvido o computador de um engenheiro DevOps, por via do qual os hackers conseguiram movimentar saques não autorizados.
Ataque à Bybit
O caso da Binance traduz-se já no maior roubo de criptmoedas de sempre, superando aquele que, até então, era tido como o caso mais incomum neste sector: o roubo de 1,5 mil milhões de dólares da correctora Bytit, em Fevereiro de 2025, como reportado pelo Portal de T.I.
À data, foi revelado que os fundos da Bybit foram retirados de uma “carteira fria” (carteira digital sem ligação à Internet) que era utilizada para armazenar criptomoedas Ethereum.
Ataque à rede Ronin
Em Março de 2022, a rede Ronin, que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, perdeu 540 milhões de dólares provenientes de um projecto blockchain ligado ao jogo online Axie Infinity.
Ao todo, como reportado pelo Portal de T.I à data, os hackers conseguiram roubar cerca de 173.600 em Etherem e 25,5 milhões em USD Coin.
O caso Wormhole
Em Fevereiro de 2022, o Wormhole, um site de Finanças Descentralizadas (DeFi), perdeu 320 milhões em Ethereum, resultante de uma acção cibernética coordenada por hackers.
Poly Network e os fundos devolvidos
Em Agosto de 2021, a rede Poly, plataforma que facilita transacções de activos ponto-a-ponto, perdeu 610 milhões de dólares, numa acção que expôs as vulnerabilidades no sector de DeFi. Contudo, pouco tempo depois do ataque, os hackers devolveram 600 milhões de dólares, quase a totalidade dos fundos roubados.
CoinCheck e os mais de 500 milhões perdidos
Em 2018, a correctora Coincheck, sediada em Tóquio, Japão, perdeu 530 milhões de dólares, como resultado de um ataque contra uma “carteiras quente” (carteira digital com ligação à Internet) da CoinCheck.
Na altura, a Agência Nacional de Inteligência sul-coreana, informou, sem precisar, que um grupo de hackers norte-coreano poderia ser o responsável pelo roubo. Esta acção soou os alarmes das correctoras e governos sobre ataques patrocinados por Estados-nações direccionados ao roubo de criptomoedas e sobre a necessidade de reforçar as medidas de segurança.
Mt. Gox e o primeiro caso notório de roubo de criptomoedas
Entre 2011 e 2014 a Mt. Gox, correctora também sediada em Tóquio, perdeu quase 500 milhões de dólares em bitcoin, roubados neste que é tido como um dos primeiros e mais notórios ataques cibernéticos ao sector de criptomoedas.
O ataque à Mt. Gox, que na altura controlava cerca de 80% do comércio mundial de bitcoins, teve um resultado avassalador, sobretudo por ser o primeiro deste nível de que se tinha registo. Após a revelação da violação de segurança, no início de 2014, a correctora declarou falência e deixou cerca de 24.000 clientes sem acesso aos seus fundos.
Lições com impacto no presente
O caso da Mt. Gox ensinou ao mercado de criptomoedas que manter fundos em correctoras centralizadas sem o controlo das chaves privadas é um risco extremo e reforçou o lema “not your keys, not your coins” (se as chaves não são suas, as moedas também não são).
A ocorrência também impulsionou a utilização de “carteiras frias”, um modelo de armazenamento que continua a ser tido como o mais seguro, mesmo após o caso Bybit, em 2025. De modo geral, o colapso da Mt. Gox estimulou as correctoras a adoptarem padrões de segurança mais rigorosos, tais como sistemas multi-assinatura e provas de reserva, para comprovar a custódia real dos activos.
Acelerou também a regulação global do sector, estimulou o reforço da cooperação e suscitou o debate sobre a extrema lentidão e complexidade jurídica dos processos de recuperação judicial de criptomoedas em casos de roubo, mudanças que tiveram repercussão em casos mais recentes.
Um exemplo disso é o facto da Binance ter conseguido, em menos de 24 horas, recuperar metade dos fundos roubados, segundo anunciou, um feito que seria difícil de alcançar em 2014. Tal conquista ilustra a evolução de quase duas décadas na coordenação entre as autoridades e as empresas de criptomoedas, para desestimular as práticas de roubo de criptoactivos.


