A GSMA e a Parceria para o Acesso Digital em África (PDAA) lançaram um novo roteiro com o objectivo de acelerar a participação digital em toda África e apoiar a ambição de conectar mil milhões de pessoas à Internet até 2030.
Intitulado “Avançando a Conectividade Digital em África”, o relatório identifica acções prioritárias para governos, indústria, parceiros de desenvolvimento e investidores. Neste sentido, o roteiro prevê ir além da simples expansão da cobertura de rede, procurando permitir que mais pessoas utilizem a Internet de forma regular, segura e produtiva.
Segundo a GSMA Intelligence, reduzir a disparidade no uso da Internet móvel em África até 2030 poderá adicionar cerca de 700 mil milhões de dólares ao PIB do continente, além de transformar o acesso à educação, saúde e serviços financeiros.
Para alcançar este potencial, o roteiro identifica três prioridades para colmatar a lacuna: acelerar a migração de telemóveis 2G e 3G para smartphones 4G/5G, integrar o investimento em energia e conectividade e reduzir o custo de acesso às comunidades rurais e desassistidas.
Estas prioridades serão aplicadas, numa primeira fase, a 11 nações, nomeadamente a República Democrática do Congo, Egipto, Etiópia, Gana, Quénia, Níger, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul e Uganda. De acordo com o documento, reduzir pela metade a diferença de uso apenas nesses mercados traria 245 milhões de pessoas adicionais para a Internet.
Apesar da ampla cobertura de banda larga móvel, os números mostram que cerca de 906 milhões de pessoas em África vivem em áreas com cobertura, mas não usam Internet móvel. Em comparação, 122 milhões de pessoas permanecem completamente fora do alcance de uma rede de banda larga móvel, o que significa que África representa quase um terço da lacuna global de utilização.



