A crescente afirmação da Angola no sector espacial africano voltou a merecer atenção internacional, depois da revista Space in Africa destacar recentemente o impacto do ANGOTIC 2026 e o contributo do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) para o avanço tecnológico, a expansão da conectividade e o desenvolvimento de soluções de observação da terra no país.
Numa análise dedicada ao programa espacial angolano, a publicação refere que o ANGOTIC 2026, marcado para os dias 11 a 13 de Junho, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, deverá afirmar-se não apenas como o principal fórum tecnológico do país, mas também como uma plataforma regional de debate sobre conectividade, satélites e transformação digital.
Segundo a revista, o GGPEN chega ao evento como um dos principais protagonistas da conferência. Além de patrocinador Diamante, a instituição terá participação de destaque em painéis estratégicos ligados à economia espacial, cooperação internacional, conectividade via satélite e soluções geoespaciais inteligentes.
A publicação sublinha que o Programa Espacial Nacional angolano tem vindo a consolidar-se de forma gradual desde a criação do GGPEN, em 2013. O percurso inclui o lançamento do ANGOSAT-1, a construção do Centro de Controlo e Missão de Satélites, na Funda, o arranque do Programa de Observação da Terra, e mais recentemente, a entrada em operação comercial do ANGOSAT-2, em Fevereiro de 2023.
De acordo com o Relatório Orçamental da África 2026, citado pela revista, Angola integra actualmente o grupo dos cinco países africanos com maior financiamento estatal destinado ao sector espacial. A análise atribui esse posicionamento ao crescimento das infra-estruturas operacionais, à expansão das parcerias internacionais e ao aumento da procura regional pelos serviços angolanos de telecomunicações via satélite.
Outro dos pontos sublinhado pela publicação é o impacto social das iniciativas de conectividade desenvolvidas pelo GGPEN, como o projecto Conecta Angola, lançado durante o ANGOTIC 2023, que já permitiu instalar dezenas de pontos de acesso gratuito à Internet em escolas, hospitais e comunidades remotas.
A revista considera que a presença do GGPEN no ANGOTIC 2026 reflecte o posicionamento crescente de Angola no ecossistema espacial africano, resultado de uma estratégia sustentada de investimento público, cooperação internacional e aposta na inovação tecnológica.
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