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A MEO, maior operadora de telecomunicações de Portugal em quota de clientes, confirmou ter sido alvo de um “ataque em massa”, ocorrido nesta segunda-feira (14), que provocou congestionamento e degradação da sua rede internacional, afectando os serviços de Internet e rede móvel ao longo do dia.
À imprensa, a operadora não especificou a natureza técnica do ataque nem identificou os responsáveis pela ofensiva, limitando-se a avançar que o incidente impactou negativamente a sua rede internacional, provocando congestionamento e degradação dos serviços.
“Foram de imediato activadas todas as medidas de mitigação e recuperação, permitindo controlar rapidamente a situação e restabelecer a estabilidade do serviço, referiu a MEO à agência Lusa.
A operadora garantiu que o incidente não resultou em qualquer intrusão ou acesso a dados da empresa e dos seus clientes, reiterando o compromisso com a segurança, resiliência, robustez e qualidade das suas infra-estruturas e serviços.
Mais de sete mil queixas
Segundo o Downdetector, a partir das 17h30 (horário de Lisboa) vários utilizadores começaram a reportar problemas, destacando-se a dificuldade de aceder à Internet. A MEO foi a operadora que registou o maior número de queixas, com cerca de 7000 notificações.
No mesmo período, foram registados constrangimentos nas redes de outras operadoras em Portugal, nomeadamente NOS, Vodafone e DIGI, embora não esteja estabelecido que essas dificuldades tenham resultado do mesmo ataque identificado pela MEO. O Downdetector indica que a NOS acumulou 322 queixas às 18h17 e a Vodafone registou até 276 queixas às 18h14.
O episódio ocorreu num mercado de telecomunicações liderado pela MEO, que detém uma quota de 41,6% dos subscritores em Portugal, seguida pelo Grupo NOS, com 34,9%, e pela Vodafone, com 20,4%, segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM). O recém-formado Grupo DIGI e a NOWO representam, em conjunto, cerca de 3% do mercado português.



