A Gen, propretária dos antivírus Avast e Norton apresentou o mais recente relatório de ameaças cibernéticas do primeiro trimestre de 2025 com uma evolução preocupante no cenário global de cibersegurança e ataques mais direccionados e sofisticados. Enquanto países como China (48,6% de risco) e Geórgia (44,51%) lideram o ranking, os países africanos apresentam uma realidade diversa, com alguns a registarem riscos moderados devido a menor penetração da Internet, mas outros a enfrentarem ameaças emergentes.
De acordo com o referido relatório, Angola e a República Democrática do Congo (RDC) figuram entre os países com menor exposição, com taxas de risco de 17,32% e 16,24%, respectivamente. No entanto, especialistas alertam que a rápida digitalização nestes mercados pode torná-los alvos mais frequentes no futuro, especialmente com o aumento de malware móvel e esquemas de phishing adaptados a contextos locais.
A Nigéria, um dos maiores mercados digitais de África, continua a ser um alvo prioritário para golpes financeiros, como fraudes de deepfake e ransomware. Embora não apareça no topo da lista global, a falta de infra-estruturas robustas de cibersegurança torna o país vulnerável a campanhas como as do grupo CryptoCore, que já lucrou milhões de dólares noutras regiões.
A África do Sul, por outro lado, destaca-se com uma taxa de risco de 21,05%, acima da média de alguns países europeus. O país tem sido alvo de ataques direccionados a bancos e e-commerce, com trojans como o Crocodilus a explorarem falhas em aplicações móveis. Além disso, o aumento de violações de dados preocupa empresas e utilizadores.
Outros países, como o Quénia e o Gana, enfrentam desafios semelhantes, com phishing e esquemas de golpes a proliferarem nas redes sociais. A utilização de infostealers como o Lumma Stealer, recentemente desmantelado, mostra que os cibercriminosos estão a diversificar táticas, incluindo o uso de IA para ataques mais convincentes.




