As autoridades senegalesas anunciaram hoje, 5 de Fevereiro, a restrição do acesso à Internet móvel na capital Dacar e outras partes do país, por tempo indeterminado, para manter a ordem pública.
O processo de restrição, segundo um comunicado do ministério das telecomunicações do país, teve início às 22 horas deste domingo, 4 de Fevereiro.
“O Ministro das Comunicações, Telecomunicações e Assuntos Digitais informa ao público que devido à disseminação de diversas mensagens de ódio e subversivas veiculadas nas redes sociais num contexto de ameaças de perturbação da ordem pública, o serviço de dados móveis da Internet está temporariamente suspenso a partir de domingo de Fevereiro. 4 às 22h”, pode ler-se num comunicado citado pelo diário senegalês Le Soleil.
Segundo a Associated Press (AP), a medida surge num contexto em que o Senegal enfrenta fortes protestos, após o anúncio da proposta de adiamento das eleições presidenciais que estavam previstas para 25 de Fevereiro.
A proposta, anunciada no último sábado (3) pelo Presidente Macky Sall, está a ser debatida pelos deputados da Assembleia e, se aprovada, as eleições deverão realizadas apenas em Agosto próximo, quatro meses após o fim da presidência do actual Chefe de Estado, explica a AP.
Não é a primeira vez que as autoridades senegalesas restringem o acesso à Internet “num contexto de ameaças de perturbação da ordem pública”, como refere o ministério das telecomunicações. Em Julho de 2023, por exemplo, as autoridades adoptaram uma abordagem semelhante para conter o que foi classificado como difusão de mensagens “odiosas e subversivas” nas redes sociais “no contexto de uma ameaça à ordem pública” durante a detenção do líder da oposição Ousmane Sonko.
Até o fecho desta edição, a decisão sobre a conclusão das discussões ainda não tinha sido anunciada. Enquanto isso, as restrições para o acesso à Internet móvel, mantêm-se, igualmente, sem data-limite.




