Os maiores operadores de telecomunicações da Europa emitiram um alerta urgente aos reguladores: sem acesso total à faixa superior dos 6 GHz (6.425–7.125 GHz), o continente arrisca perder competitividade na corrida global pelo 6G.
Os Executivos da Orange, BT Group, Vodafone e outras empresas estão a pressionar os reguladores europeus para que destinem essa banda exclusivamente para redes móveis, rejeitando propostas de partilha com Wi-Fi ou aplicações não licenciadas, como aconteceu nos EUA.
Num comunicado, as operadoras argumentam que, sem este espectro, o potencial económico das redes 6G na Europa será “severamente limitado”, ameaçando a contribuição do continente para o PIB global.
“Preocupa-nos que ainda se pretenda usar a banda superior dos 6 GHz para Wi-Fi, apesar de já existir um bloco de 480 MHz na banda inferior dos 6 GHz, especificamente reservado para esse fim e que permanece largamente subutilizado”, refere o comunicado.
As operadoras destacam que as tecnologias móveis projectadas para os 6 GHz exigem canais de 200 MHz de largura para funcionar com eficiência. Menos do que 600 MHz prejudicaria o desempenho das redes e limitaria os benefícios do 6G.
Além disso, dividir a banda fragmentaria o ecossistema global do 6G, deixando a Europa incapaz de beneficiar de economias de escala.
O tráfego nas redes móveis continua a crescer rapidamente, com as redes urbanas a poderem atingir a saturação até 2030. As operadoras defendem que liberar toda a banda superior dos 6 GHz para redes móveis de alta potência é “a única forma de a Europa garantir a conectividade digital na década de 2030”.




