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The Vertical Congress 2026: OMNIdata destaca avanço da integração tecnológica nas estratégias empresariais

The Vertical Congress 2026: Omnidata destaca avanço da integração tecnológica nas estratégias empresariais
A maturidade tecnológica das empresas angolanas tem evoluído consistentemente, impulsionada pela adopção de infra-estruturas modernas e pelo reconhecimento das tecnologias de informação como área estratégica para o negócio, referiu o director de Negócios e Marketing da OMNIdata.
 
Nilton Teixeira, que falava ao Portal de T.I  à margem do The Vertical Congress 2026, realizada em Luanda pela Real Distribution em parceria com o Portal de T.I, destacou que o país apresenta actualmente projectos tecnologicamente avançados em vários sectores, afastando-se de fases consideradas básicas, como a simples virtualização de servidores. 
 
A este respeito, recordou os passos dados há cerca de dez anos pela empresa que representa, quando implementou das primeiras infra-estruturas de virtualização no país, permitindo a conversão de servidores físicos em ambientes virtuais e a consequente redução dos custos operacionais.
 
O gestor destacou igualmente a adopção progressiva de soluções de computação em nuvem, tanto pública como privada, por empresas nacionais. Embora reconheça que a transformação digital não ocorre uniformemente em todas as organizações, considera que o tecido empresarial já compreende o valor estratégico das infra-estruturas tecnológicas para a competitividade e eficiência operacional.
 
“Hoje, pequenas, médias e grandes empresas possuem infra-estruturas de tecnologia de informação e encaram esta área como o motor de negócio”, salientou.
 
Apesar da evolução registada, o mercado nacional enfrenta constrangimentos estruturais. A forte dependência de equipamentos importados constitui um dos principais entraves, uma vez que a quase totalidade do hardware utilizado no país provém do exterior, o que expõe as empresas a limitações cambiais, dificuldades logísticas e riscos geopolíticos.
 
A escassez de quadros altamente especializados representa outro desafio crítico. Nilton Teixeira revelou que Angola possui menos de uma dezena de profissionais com certificação Cisco Certified Internetwork Expert (CCIE) na vertente de segurança, número considerado insuficiente para responder à crescente complexidade das infra-estruturas digitais.
 
Em comparação, referiu, países como o Egipto e a África do Sul dispõem de comunidades técnicas mais robustas neste domínio. Para mitigar estas limitações, a empresa aposta na transferência de conhecimento para os clientes, de modo a assegurar suporte técnico escalonado e capacitação das equipas locais após a implementação das soluções.
 
Quanto a estratégia para 2026, o responsável avança que a OMNIdata reforçou o seu portfólio de serviços, com incidência para a cibersegurança, estabelecendo parcerias com fabricantes internacionais de referência como a Forcepoint, Fortinet e Veeam.
 
“A OMNIdata encontra-se a implementar e a acompanhar múltiplos projectos de modernização tecnológica em sectores críticos como telecomunicações, governo e banca, com foco na optimização de desempenho, resiliência operacional e redução de custos. Em vários destes projectos, tem sido possível reduzir significativamente o tempo de indisponibilidade e aumentar a eficiência das infra-estruturas digitais dos clientes”, referiu.
 
O responsável acrescentou que a aposta inclui soluções integradas de protecção de dados e infra-estruturas digitais que abrangem modelos de segurança “zero trust”, prevenção de fuga de informação, centros de operações de segurança e ferramentas avançadas de detecção e resposta a incidentes.
 
Paralelamente, a empresa mantém programas de responsabilidade social orientados para a formação de jovens quadros. O seu centro de estágios, lançado em 2024, prevê receber mais oito candidatos que vão compor a próxima turma.
 
O estágio é gratuito, contudo o acesso obedece a critérios como ser estudante de uma instituição de ensino superior parceira da OMNIdata, ser licenciado ou frequentar o último ano de um curso superior voltado às TIC.
 
A iniciativa, segundo Nilton Teixeira, inclui formação técnica em áreas como Sistemas de Informação, Infra-estrutura para Central de Dados, Gestão de Serviços de T.I, Gestão de Projectos e Segurança da Informação.
 
O programa envolve ainda acompanhamento de projectos reais e participação em actividades de suporte, incluindo visitas de campo nos centros de produção de dados e participação em projectos e serviços de tecnologias de informação.
 
Em termos gerais, director de Negócios e Marketing da OMNIdata considera que o quadro actual evidencia um sector empresarial em transição para níveis mais avançados de integração tecnológica, com ganhos assinaláveis em eficiência e estratégia, ainda que condicionado por limitações estruturais que exigem respostas sustentadas ao nível da capacitação, investimento e redução de dependências externas.

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