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Willian Oliveira: a soberania digital poderá ser uma questão de sobrevivência para os Estados

William Olveira: "a soberania digital já pode ser vista como uma questão de sobrevivência dos Estados"
O mercado tecnológico angolano progrediu de forma significativa desde 2022, com a inteligência artificial a tornar-se presente em vários sectores, públicos e privados, e com empresas e instituições a investirem na formação de profissionais qualificados, afirmou o CEO da TIS, Willian Oliveira, em entrevista concedida ao Portal de T.I durante o The Vertical Congress 2026, realizado esta quinta-feira (12) em Luanda.
 
Segundo o responsável, a adopção desta tecnologia deixou de estar restrita a sectores específicos e passa já a abranger funções críticas em órgãos públicos e  privados, verificando-se já um maior nível de maturidade entre as instituições e maior preocupação das organizações em utilizá-la como uma ferramenta útil de trabalho.
 
Apesar do optimismo na adopção, Willian Oliveira refere que continuam a ser visíveis erros estratégicos frequentes nas organizações que iniciam processos de transformação digital vectorizada pela IA, principalmente a ausência de dados fiáveis.
 
“Os principais erros das empresas é não ter dados fiáveis. IA é sobre dados, sem dados não há como ter uma IA confiável. O caminho correcto é começar por dados, consolidar processos maduros e só depois aplicar a IA”, alvitrou.
 
Neste sentido, alertou também para a sensibilidade do quadro geopolítico actual, que exige atenção especial à soberania digital e à protecção dos dados. Nesta matéria, disse, Angola deve trabalhar para reforçar a sua autonomia, seja no que respeita à soberania sobre os dados, conhecimentos ou sobre ferramentas tecnológicas.
 
“O mundo caminha para uma direcção aonde a soberania poderá ser uma questão de sobrevivência para um país. Isso não significa que parceiros e soluções internacionais não devam ser adoptadas, devem sim, mas não podemos desistir da soberania sobre as nossas ferramentas”, disse.
 
Esta empreitada inclui também a capacitação de quadros. Segundo O CEO da TIS, pelo mundo, há cada vez mais um esforço de instituições de ensino em formar quadros no sector tecnológico, com ênfase em matéria de IA, um movimento que vai sendo adoptado também em Angola no sentido de aplicar essa tecnologia para casos concretos que possam resolver problemas reais.
 
Neste sentido, revelou que a academia interna da TIS já capacitou mais de 2 mil profissionais em dois anos de existência, sublinhando que 85% dos colaboradores da empresa são quadros superiores formados ou treinados internamente.
 
Avançou ainda que no âmbito do seu projecto ADN TIS, a empresa mantém programas de estágio em associação com as principais universidades do país. A iniciativa já integrou cerca de 200 estagiários, dos quais, referiu, muitos ocupam actualmente cargos de liderança.
 
A empresa projecta expandir esta iniciativa para as demais províncias do país, incluindo Benguela, Huíla e Malanje, para criar um ecossistema de inovação e conhecimento técnico em todo o território nacional.

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