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Raxio Angola apresenta visão estratégica para o novo data center

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A Raxio Angola está a reposicionar o mercado nacional de tecnologia com o seu novo data center inaugurado nesta quinta-feira (2), no município de Cacuaco, concebido para responder à crescente procura de soluções de colocação, redundância e recuperação de desastres.
 
Em entrevista ao Portal de T.I, a directora-geral da Raxio Angola, Maria Pinto, afirmou que, mais do que uma infra-estrutura, o novo data center sustenta uma visão estratégica assente na inclusão, na parceria e na competitividade, com o objectivo de consolidar Angola como um centro digital em África.
 
De acordo com a responsável, o espaço foi concebido para ser “uma casa para todos”, aberta a pequenas e médias empresas, operadores de telecomunicações, fornecedores de serviços de Internet e grandes organizações, todos com acesso ao mesmo nível de qualidade, segurança e resiliência.
 
“Queremos ser parceiros e não concorrentes. O nosso modelo baseia-se em colaboração e complementaridade”, afirmou, acrescentando que entre os serviço disponibilizados incluem-se colocação, serviços de nuvem e conectividade.
 
Localização, preços e dimensão social
 
A escolha da localização, junto à costa atlântica, não é alheia. Maria Pinto explica que a decisão obedeceu a critérios estratégicos, como proximidade aos cabos submarinos internacionais e distância dos outros centros de dados de Luanda, assegurando redundância e soluções de recuperação de desastres.
 
Relactivamente a política de preços a serem praticados, a responsável assegurou ser competitiva, ajustada ao mercado e praticada em moeda local, o que garante maior inclusão e acesso a diferentes perfis de clientes. 
 
Além da componente tecnológica, a gestora realçou a dimensão social do projecto, que aposta na inclusão feminina, com 65% da equipa da Raxio Angola sendo composta por mulheres, entre engenheiras e técnicas especializadas.
 
“Não olhamos para o género, mas para a competência. As mulheres que aqui lideram estão nas suas posições porque foram as melhores”, observou.
 
Um projecto de Angola e para Angola
 
A gestora destacou ainda o papel das autoridades angolanas na viabilização do projecto, reconhecendo o apoio institucional do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, que considerou fundamental para tornar o data center uma realidade.
 
“Este é também um projecto de Angola e para Angola, e só foi possível graças ao trabalho conjunto entre a nossa equipa e as autoridades nacionais, disse, acrescentando que o investimento representa um compromisso de longo prazo com Angola, com o objectivo de transformar o país num centro digital regional.
 
Com certificação internacional Tier III e capacidade inicial para 800 racks, expansível até 2.000, a depender da procura, o centro foi construído numa área de 18.817 metros quadrados e dispõe de redundância em energia, refrigeração, transformadores e sistemas de segurança. O objectivo, segundo a gestora, é garantir continuidade de serviço a 100% e aliviar empresas do peso de investir milhões em infra-estruturas próprias.
 
A inauguração foi marcada por um forte simbolismo comunitário com a bênção da terra por autoridades tradicionais, reforçando a visão de que este data center não é apenas uma infra-estrutura tecnológica, mas também uma plataforma de inclusão e de desenvolvimento económico e social.

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