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Yango conquista clientes com preços baixos e promete mais viaturas nas ruas

Yango conquista clientes com preços baixos e promete mais viaturas nas ruas

Em operação desde 28 de Abril passado, a Yango consolida-se como uma das aplicações de transporte privado mais populares em Luanda. Os preços baixos, as funcionalidades inovadoras e a precisão da geolocalização da plataforma contribuem para o êxito da Yango. A empresa trabalha agora em aumentar o número de motoristas e a disponibilidade do serviço.

Há mais de dois meses no mercado, a Yango é um caso de sucesso entre os luandenses que se movem pela cidade em transporte privado. “Esta app é a segunda com mais downloads em Angola, depois do Tik-Tok”, conta  Ivan Mugimbo, ao Portal de T.I. Para o director da Yango no nosso país, “este indicador revela o alto nível de interesse por esta aplicação”, compatível com iOS e Android e disponível no modo normal e na versão “Light”, que consome menos dados.

Num mercado sedento de opções de mobilidade, esta aplicação de transporte “posicionou-se desde o início como a mais flexível e com melhores preços”, considera Ivan Mugimbo, o que foi um chamariz eficaz. Os passageiros parecem confirmá-lo. “O preço é um grande atractivo”, corroborou a este portal Jackson Gongo, gestor de marketing. Opinião partilhada pela estudante Estefânia Costa, para quem “o preço das corridas é justo”, o que contribui para “uma boa experiência nas viagens com esta aplicação”.

A empresa repete em Angola uma fórmula que aplica noutros países para garantir preços acessíveis: uma política agressiva de descontos aos clientes, com deduções que a Yango absorve totalmente, e a aposta em soluções tecnológicas. Uma delas é a utilização de mapas próprios, um “detalhe” que isenta a empresa de pagar comissões a gigantes como a Google Maps. Esta variável, revelou a Yango no seu lançamento, “é a mais cara” na operação das aplicações de transporte privado. “Menos custos de operações, viagens mais baratas”, resume o director-nacional Ivan Mugimbo que, ainda assim, reforça que “a política de custos baixos é, independentemente destes factores, uma política deliberada da Yango em Angola e nos países onde está presente”.

Lugares exactos, novas funções

Os mapas da Yango que diminuem os custos de operação e os preços das viagens têm um outro trunfo debaixo da manga: a precisão do serviço de geolocalização. “Durante as minhas viagens, nunca tive contratempos em encontrar o endereço de destino”, testemunha Estefânia Costa. “A localização é quase exacta”, resume, por seu lado, Jackson Gongo para quem “a aplicação é muito fácil de usar”.

Esta experiência dos utilizadores tem “muito trabalho por trás”, admite Ivan Mugimbo. “Como temos mapas próprios, podemos alterá-los para obter uma melhor precisão”, revela. No caso de Luanda, a Yango inseriu no mapa da cidade pontos de interesse que servem de referência dos lugares de partida e de destino. Desta forma, numa cidade onde muitas vezes é complicado encontrar o lugar exacto de um endereço, os motoristas têm a noção exacta de onde têm que partir e onde têm que chegar.

Para além dos mapas precisos, outras funcionalidades da aplicação têm conquistado clientes. As viagens com múltiplas paragens é uma delas, como destacou ao portal de TI o jornalista Manuel Pedro. “A minha experiência com esta operadora foi das melhores que podia ter. Eu tinha que chegar a um compromisso no Maculusso, mas antes precisava receber uma encomenda na Avenida 21 de Janeiro. Na mesma viagem atendi os dois compromissos. A aplicação permitiu-me fazer duas paragens numa só corrida.”

A possibilidade de pedir vários carros ao mesmo tempo, de solicitar viagens para outra pessoa ou de partilhar em tempo real o itinerário de uma viagem com um amigo ou familiar diferenciam também a aplicação. Em matéria de segurança, a Yango tem também um botão SOS que tanto os passageiros como os motoristas podem pressionar para activar de imediato os serviços de emergência.

Mais carros a caminho

Apesar do sucesso dos primeiros dois meses da plataforma, há utilizadores que se queixam da disponibilidade do serviço. “Entendo que a Yango está numa fase de penetração no mercado, mas a aplicação tem poucos motoristas em zonas de alta procura, como Talatona, Patriota ou Benfica”, considera o gestor de marketing Jackson Gongo, fazendo eco da opinião de vários passageiros.

O director nacional da Yango, Ivan Mugimbo, reconhece que “no início houve uma explosão da demanda de motoristas”, que ultrapassou a capacidade de resposta. No entanto, garante que a empresa está a “resolver a questão de forma rápida”, com a “captação de novos taxistas” e da “optimização dos que já estão registados e que têm espaço para trabalhar mais horas com a Yango”. Por outro lado, Ivan Mugimbo garante que o número de novos colaboradores está também “a aumentar significativamente”. “No total, trabalhamos com oito parceiros e já contamos com quase 2 mil motoristas”, contabiliza.

O aumento da quantidade exige também um controlo mais estrito da qualidade. Embora a maioria dos clientes dê nota positiva aos carros que circulam com o selo da Yango, Ivan Mugimbo diz que há um trabalho importante a fazer. “Os nossos passageiros são exigentes, querem uma viatura limpa e em óptimo estado, com ar condicionado, e isso é que temos que lhes entregar”, sublinha o responsável. Para tal, a empresa garante que está a implementar mecanismos de controlo mais rigorosos. “Todas os carros registados no nosso sistema têm que ser, pelo menos, do ano 2000 e passar pela verificação física das empresas parceiras e pela validação dos nossos agentes que cadastram novos motoristas”, assegura. As viaturas que fugirem a estes mecanismos “são bloqueadas”.

Ainda no domínio da qualidade, o director-nacional da Yango pede ajuda aos clientes, recordando que “podem contactar em qualquer momento o centro de atendimento da Yango para denunciar qualquer situação que detectem, desde o estado das viaturas a outro tipo de inconvenientes, ou até para pedir ajuda para recuperar um telemóvel ou outro objecto que esqueceram numa das viaturas”.

Ao mesmo tempo, diz, “a Yango monitoriza a classificação que os clientes dão aos condutores no final de cada viagem, e os que tiverem resultados demasiado baixos podem ser suspendidos”.

 

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