O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu, na passada semana, em Luanda, a necessidade de uma actuação conjunta entre os países da África Austral, apontando a cooperação regional como factor essencial para acelerar a transformação digital e a soberania digital.
A declaração foi feita durante a abertura da 46.ª Conferência Anual da SATA, que decorre de 7 a 8 de Maio de 2026, sob o lema. “O futuro da indústria é a inovação: as ideias transformam a indústria e o mundo”.
Durante a sua intervenção, o governante sublinhou que os países da região devem trabalhar de forma integrada para alcançar uma verdadeira soberania digital e responder aos desafios tecnológicos da actualidade.
“Só juntos, conectados, poderemos trabalhar com vista a atingirmos a soberania digital da nossa região”, afirmou.
O ministro considerou ainda que o sector das telecomunicações desempenha um papel central no desenvolvimento dos países da África Austral, defendendo, por isso, investimentos contínuos em infra-estruturas digitais e na capacitação da juventude.
Neste âmbito, o dirigente ressaltou a aposta em programas de formação especializada direccionados para jovens, com foco na inovação, no desenvolvimento tecnológico e no avanço digital da região.
Em relação às infra-estruturas, Mário Oliveira avançou, afirmando que, a Rede Nacional de Banda Larga registou a instalação de mais de dois mil quilómetros adicionais de fibra óptica, no quadro da expansão da conectividade nacional, sublinhado igualmente o desenvolvimento do Data Center e da Cloud do Governo, iniciativas consideradas estratégicas para acelerar a digitalização da administração pública, dos serviços do Estado e da economia angolana.
Por sua vez, o presidente cessante da SATA, Selby Khuzwayo, defendeu uma maior coordenação entre os países da SADC para enfrentar os desafios comuns do sector das telecomunicações, sublinhado a cooperação regional como o alicerce da organização e garantia das respostas conjuntas aos desafios tecnológicos e da conectividade enfrentados pelos Estados-membros.




