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As tecnologias e os serviços móveis geraram um valor económico de 240 mil milhões de dólares em África durante o ano 2025, o equivalente a 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente, segundo o relatório da Associação do Sistema Global para as Comunicações Móveis (GSMA, na sigla inglesa) intitulado “The Mobile Economy Africa 2026”.
De acordo com o estudo, do total gerado cerca de 150 mil milhões de dólares resultaram dos ganhos de produtividade proporcionados pela utilização das tecnologias móveis, enquanto outros 70 mil milhões corresponderam à contribuição directa do ecossistema móvel para a economia.
O impacto económico do sector, refere, resulta tanto da conectividade proporcionada pelas redes móveis como da transformação digital impulsionada pela adopção de tecnologias avançadas, como as redes 5G, a Internet das Coisas (IoT) e a inteligência artificial (IA).
O ecossistema móvel em causa inclui operadores de telecomunicações, empresas de infra-estruturas e equipamentos, fabricantes de dispositivos, fornecedores de soluções IoT, bem como empresas de conteúdos, aplicações e serviços digitais.
A GSMA prevê que a contribuição económica das tecnologias móveis no continente atinja os 290 mil milhões de dólares até 2030, impulsionada pela expansão dos serviços móveis e pela crescente adopção de tecnologias digitais. Todavia, entre 2025 e 2030, este contributo deverá crescer a uma taxa média anual de 3,5%, abaixo da previsão de crescimento do PIB africano, estimada em 4,3% ao ano.
Embora o peso relativo do sector na economia possa diminuir devido ao crescimento de outras actividades económicas, a GMA prevê que as tecnologias móveis continuarão a desempenhar um papel central na transformação digital, promovendo a inclusão financeira através do dinheiro móvel, aumentando a produtividade e facilitando o acesso aos mercados.
O relatório assinala, contudo, que a manutenção deste impacto dependerá da continuidade dos investimentos em infra-estruturas digitais, da expansão da cobertura das redes, da melhoria da acessibilidade aos serviços e da aceleração da implementação de tecnologias como 5G, IoT e IA.
Ecossistema móvel sustentou 13 milhões de postos de trabalho
No capítulo da empregabilidade, o relatório revela que no ano transacto o ecossistema móvel apoiou cerca de 13 milhões de postos de trabalho no continente berço, dos quais 10 milhões corresponderam a empregos directos gerados por operadores móveis e pelas empresas que integram o sector, enquanto outros 3 milhões foram criados indirectamente noutras actividades económicas.
Neste quadro, a GSMA sublinha a continuidade do investimento em infra-estruturas digitais, que continuam a ganhar expressão no continente, citando entre os exemplos o compromisso da Google de investir mil milhões de dólares em projectos de transformação digital em África, incluindo cabos submarinos e iniciativas de conectividade, bem como o sistema de cabos submarinos 2Africa, que deverá reforçar significativamente a capacidade internacional de transmissão de dados e melhorar a conectividade em diversos países africanos.
Assim, apesar de persistirem desafios ao nível das infra-estruturas, a GSMA destaca que a expansão da conectividade e a crescente utilização de serviços móveis, como o dinheiro móvel e as plataformas digitais, estão a criar novas oportunidades de negócio, melhorar o acesso aos mercados e aumentar a produtividade em diferentes sectores da economia africana.



