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O programa de estágios da TIS, o ADN TIS, chega este ano às províncias de Benguela, Namibe, Malanje e Uíge, com vista a alargar o acesso a oportunidades de estágio a jovens de outras regiões do país, além de Luanda.
Trata-se de um programa concebido para desenvolver jovens quadros angolanos e aproximar o ensino do mercado de trabalho, cujo modelo combina o diagnóstico de potencial, mentoria, integração em equipas, formação técnica e acompanhamento de carreira, com foco na transição entre o contexto académico e o ambiente profissional.
Segundo a tecnológica sediada em Luanda, a nova edição do programa marca uma evolução territorial do ADN TIS, sublinhando que desde 2017 o programa já integrou 165 estagiários e registou uma taxa de contratação de 77% entre 2017 e 2025.
Para este ano, a TIS apresenta 30 novos estagiários com foco nas áreas de tecnologia, apurados entre os 756 inscritos. Embora não seja claro o número total de profissionais a reter, o histórico do ADN TIS mostra que o programa selecciona, em média, 25 jovens por edição.
De acordo com a empresa, a selecção dos quadros segue uma metodologia estruturada, que inclui testes psicométricos de raciocínio verbal e numérico, realizados presencialmente nas instituições de ensino, e uma etapa de pitch, na qual os candidatos apresentam as suas motivações, ambições profissionais e alinhamento com a cultura da organização.
“A expansão do ADN TIS para Benguela, Namibe, Malanje e Uíge responde a uma necessidade concreta de aproximar as oportunidades dos jovens com potencial, independentemente da província onde estudam ou iniciam o seu percurso”, afirma a directora de pessoas e cultura da TIS, Yara Mupei.
No âmbito desta edição, a TIS formalizou oito protocolos de cooperação com instituições de ensino médio e superior das diferentes províncias. A TIS assegura o alojamento e a ajuda de custo dos participantes, criando condições para que jovens seleccionados fora de Luanda possam integrar o programa.
Durante o estágio, cada participante recebe acompanhamento de um técnico ou mentor e desenvolve actividades em contexto real de equipa. O programa inclui formações especializadas, visitas a clientes, participação em eventos tecnológicos e institucionais, e desenvolvimento de projectos técnicos apresentados internamente. Alguns destes projectos evoluem para soluções utilizadas pela própria empresa.
“O ADN TIS tem uma função prática: identificar talento, desenvolver competências e preparar jovens profissionais para responderem às exigências reais das organizações. A expansão territorial reforça esse compromisso com o capital humano angolano”, acresce Yara Mupei.
Com a 9.ª edição, a TIS reforça o ADN TIS como uma plataforma nacional de desenvolvimento de talento, ligando instituições de ensino, jovens profissionais e mercado de trabalho numa lógica de formação aplicada, acompanhamento e integração profissional.



