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A Microsoft anunciou esta segunda-feira (27) o lançamento do MAI-Cyber-1-Flash, o seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) especializado em cibersegurança. O modelo está inserido na plataforma MDASH, uma ferramenta multi-agente da empresa, concebida para identificar e solucionar vulnerabilidades.
O novo modelo surge em resposta às novas ameaças cibernéticas originadas pelos avanços no segmento da IA.
“Essa é a motivação por trás do MAI-Cyber-1-Flash, que foi desenvolvido para encontrar vulnerabilidades complexas em bases de código desafiadoras. Ele foi profundamente integrado ao MDASH, aprimorado pelos melhores especialistas em cibersegurança do sector e reforçado na maior infra-estrutura de segurança do planeta” declara.
Dados apresentados pela Microsoft indicam que o MAI-Cyber-1-Flash alcançou uma pontuação de 95,5% no CyberGym, o padrão de referência para avaliar como os sistemas raciocinam sobre grandes bases de código para encontrar vulnerabilidades reais no código.
O modelo superou os 83,8% alcançados pelo Mythos da Anthropic, os 83,2% do Gemini da Google, os 85,6% do GPT da OpenAI e também os 83,6% em pontuação coseguidos pelo GPT Sol da OpenAI que, como reportado pelo PTI, esteve envolvido no ataque ao Huging Face na última semana.

Créditos: Microsoft
A empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen apresentou também o Perception, um sistema de segurança baseado em agentes que fornece equipas de agentes para uma variedade de fluxos de trabalho de segurança na plataforma MDASH, para monitorar, corrigir e solucionar continuamente novas vulnerabilidades.
No comunicado, a Microsoft garante que o Perception também utilizará, em breve, o MAI-Cyber-1-Flash para muitos outros fluxos de trabalho de segurança, além da análise de vulnerabilidades de software.
A Microsoft entra na jogada combinando um modelo de IA especializado, um grande volume de dados de segurança e uma arquitectura multi-agente construída sobre décadas de experiência operacional, factores que distanciam a empresas dos seus concorrentes, como a mesma admite.
“(Os) dados (são) a nossa maior vantagem. Décadas a construir sistemas de segurança de classe mundial nos fornecem triliões de sinais diários em identidade, endpoints, nuvem e rede, além de um histórico incomparável de explorações e correcções reais. Ninguém consegue fabricar essa história”, refere.
A Microsoft sustenta a sua estratégia numa infra-estrutura de segurança que processa diariamente mais de 100 biliões de sinais provenientes de identidades, dispositivos, redes, aplicações e serviços na nuvem, protegendo cerca de 1,6 milhões de organizações em todo o mundo.
A aposta da Microsoft sugere que a próxima geração de sistemas de cibersegurança será cada vez mais determinada pela capacidade de combinar modelos avançados de IA com dados operacionais em larga escala e conhecimento acumulado ao longo do tempo.
Num contexto de crescente sofisticação das ameaças digitais, a vantagem competitiva poderá residir menos no modelo em si e mais na qualidade dos dados, na experiência prática e na integração entre pessoas, plataformas e agentes de IA.



