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A empresa de cibersegurança ANS Alberto disponibilizou recentemente a plataforma digital Kufula, criada para reforçar a prevenção contra burlas e fraudes no país através da partilha de alertas sobre números de telemóvel, endereços de e-mail e IBANs associados a denúncias de possíveis práticas fraudulentas.
Em entrevista ao Portal de T.I o director geral da instituição, Alberto Mailla, referiu que a iniciativa pretende responder à dispersão de informações sobre contactos utilizados em esquemas fraudulentos, que muitas vezes circulam apenas em publicações ou conversas privadas nas redes sociais, sem um mecanismo centralizado de consulta.
Através do Kufula, os utilizadores poderão verificar se determinado número de telemóvel, endereço de e-mail ou IBAN já foi associado a uma denúncia analisada pela plataforma antes de avançarem com uma transacção ou responderem a uma abordagem considerada suspeita, explicou.
“A iniciativa pretende transformar a informação que actualmente se encontra dispersa num instrumento de prevenção colectiva, sem substituir a intervenção dos bancos, operadoras de telecomunicações, polícia ou tribunais”, disse.
Como funciona?
De acordo com Alberto Mailla, as denúncias submetidas pelos utilizadores não são publicadas automaticamente. Cada ocorrência passa por um processo de moderação que avalia a coerência da informação, a correspondência entre o contacto denunciado e os elementos apresentados e a existência de indícios suficientes para justificar a emissão de um alerta.
O utilizador pode indicar o contacto suspeito, descrever a abordagem recebida, identificar o canal utilizado e anexar capturas de ecrã ou outros elementos de suporte. No entanto, quando a informação é considerada insuficiente, contraditória ou sem relação clara com uma possível fraude, a denúncia pode não ser publicada, refere.
O responsável observa que um alerta no Kufula não constitui uma confirmação de fraude nem uma acusação contra o titular de determinado número, e-mail ou IBAN. A plataforma apenas indica que aquele identificador foi anteriormente associado a uma denúncia considerada suficientemente consistente para justificar um alerta preventivo.
“Essa distinção é relevante, porque um número pode ter sido falsificado numa chamada, uma conta pode ter sido comprometida ou um contacto pode ter mudado de titular, situações que podem alterar a interpretação de uma ocorrência anteriormente denunciada”, argumenta.
Alberto Mailla refere também que no processo normal de denúncia o Kufula não exige o nome do utilizador, o número do Bilhete de Identidade, o número de telefone pessoal ou a criação de uma conta associada à denúncia. O responsável assegura ainda que a identidade do denunciante não é apresentada nos resultados e as provas submetidas não são publicadas automaticamente.
Observa, contudo, que a plataforma recolhe para efeitos de análise elementos como o contacto denunciado, a categoria da possível fraude, a descrição da ocorrência, a prova anexada, a data da submissão e o estado da análise, podendo ainda existir também “registos técnicos necessários ao funcionamento e segurança do serviço, sujeitos a acesso restrito”, acrescenta.
Com o Kufula, Alberto Mailla, a ANS Alberto procura criar uma camada adicional de prevenção contra burlas, baseada na partilha e análise de informação, mantendo a distinção entre um alerta comunitário e uma fraude formalmente confirmada pelas autoridades.
Para testar a plataforma, clique aqui.



