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Angola Cables reformula segundo data center no Brasil com foco em inteligência artificial

Angola Cables reformula segundo data center no Brasil com foco em inteligência artificial
A Angola Cables está a reformular o projecto do seu segundo data center no Ceará, Brasil, e considera atribuir-lhe uma dimensão de hiperescala devido ao aumento da procura por infra-estruturas para redes sociais, inteligência artificial (IA) e outros serviços digitais.
 
A informação foi avançada pelo CEO da Angola Cables Europa, Samuel Carvalho, durante a 3.ª edição do Atlantic Convergence, conferência organizada pela DE-CIX em Lisboa, dedicada ao futuro das infra-estruturas digitais.
 
Segundo Samuel Carvalho, o crescimento da procura e as novas necessidades do mercado de processamento de dados levaram a empresa a rever o planeamento inicial do projecto, que poderá também responder ao aumento da procura por infra-estruturas destinadas ao mercado de jogos.
 
O projecto ainda não tem uma previsão para a sua formalização e a empresa avalia a instalação na Praia do Futuro, onde já mantém operações, ou na região do Pecém, enquanto analisa diferentes modelos de negócio, incluindo uma infra-estrutura própria ou uma estrutura partilhada com operadores já existentes.
 
A estratégia da tecnológica considera a crescente procura por conectividade, computação em nuvem e capacidade física para operações de IA. Segundo o executivo, a empresa mantém contactos com grandes empresas de conteúdos e de IA e avalia as condições necessárias para responder a projectos de maior escala.
 
Paralelamente, a Angola Cables pretende reforçar a infra-estrutura de cabos submarinos na Praia do Futuro, com a perspectiva de transformar a região num polo de interconexão entre cabos submarinos e data centers.
 
De acordo com a empreesa, o aumento da conectividade submarina poderá acompanhar a expansão da capacidade de processamento de dados, incluindo novos projectos de cabos que atravessem a América do Sul e possam envolver consórcios de grandes operadores globais.
 
A multinacional angolana opera uma rede de cabos submarinos com cerca de 33 mil quilómetros, composta pelos sistemas WACS, SACS e MONET, sendo que os dois primeiros chegam ao hub de cabos de Fortaleza, enquanto a empresa concentra capacidade nos trajectos Fortaleza-São Paulo e São Paulo-Miami.

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