As startups nigerianas captaram 635 milhões de dólares nos primeiros nove meses de 2026, colocando o país no primeiro lugar do financiamento de startups africanas.
O resultado, segundo o Africa: The Big Deal, representa o maior volume de financiamento da Nigeria desde 2022 e foi impulsionado por operações de empresas como a Moove, que captou 250 milhões de dólares, a Flutterwave, com 100 milhões, a Jumia, com 50 milhões, e a Yellow Card, com 40 milhões.
A Nigéria também registou o maior número de startups com investimentos superiores a 100 mil dólares, num total de 77 empresas, mais 10% do que no mesmo período do ano passado. Fora os empreendimentos classificados como pan-africanos, o país concentrou 37% do financiamento captado, a maior participação desde 2021.
O Egipto manteve-se em segundo lugar, com 445 milhões de dólares, mais 10% face o mesmo período de 2025, enquanto o Quénia captou 201 milhões, uma queda de 73%, e a África do Sul registou 182 milhões, menos 58%.
No conjunto, os quatro principais mercados Nigéria, Egipto, Quénia e África do Sul concentraram 85% do financiamento destinado a startups com sede num único país, excluindo as pan-africanas, acima dos 83% registados em 2025.
A análise destaca ainda a reduzida participação feminina no financiamento, uma vez que as startups cofundadas por mulheres continuam a receber menos de 10% do total captado. Já as empresas com equipas fundadoras exclusivamente femininas arrecadaram 16 milhões de dólares, menos de 1% do financiamento total.


