5
O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) passou a integrar a estrutura accionista do Bureau Central Privado de Informação de Crédito, num movimento que marca uma nova fase de consolidação e crescimento da primeira Central Privada de Informação de Crédito licenciada no país.
A operação foi anunciada nesta terça-feira (3) num comunicado datado de 28 de Outubro, a que o Portal de T.I teve acesso, e resulta de um acordo de subscrição assinado entre as duas instituições a 4 de Junho deste ano.
De acordo com o Bureau, a entrada do FSDEA na estrutura accionista reforça a governação corporativa da Central Privada, estando prevista a integração de um administrador designado pelo Fundo no seu Conselho de Administração.
O acordo concede também ao Bureau uma base sólida para alargar a sua actividade junto de bancos, seguradoras, operadores de telecomunicações, instituições de microfinanças, fintechs, investidores, empresas e cidadãos, refere a instituição no comunicado.
“A entrada do Fundo Soberano de Angola reforça a nossa capacidade de concretizar a missão do Bureau: transformar informação em conhecimento fiável, acessível e útil. Queremos apoiar as instituições nas suas decisões, sejam de crédito, de investimento ou de desenvolvimento de produtos, e dar aos cidadãos e às empresas instrumentos para conhecerem e valorizarem o seu historial”, afirma Adriana Dias, PCA do Bureau.
Para os próximos dois anos, o Bureau prevê concentrar a sua actividade em três prioridades: a modernização da plataforma tecnológica, o alargamento da rede de instituições parceiras e o lançamento de um catálogo de produtos para cada segmento do mercado.
Este catálogo, refere, inclui relatórios de crédito, pontuação de risco, monitorização de carteiras, estudos e indicadores de mercado e serviços de auto-consulta para cidadãos e pequenos negócios.
Lançado em Fevereiro de 2022, o Bureau é a primeira plataforma a receber uma licença da Agência de Protecção de Dados para recolher, tratar e analisar informações sobre o comportamento financeiro e de consumo de cidadãos e empresas. Essa informação apoia decisões de crédito mais rigorosas, mas o seu valor vai além do crédito.
Permite também, por exemplo, aos operadores de telecomunicações desenhar produtos ajustados a diferentes segmentos de clientes, às seguradoras conhecer melhor o perfil dos seus segurados e aos investidores avaliar o potencial de crescimento de um mercado.


