610
Com 13 anos de idade, o hacker ético identificado como Dylan é o mais jovem pesquisador de segurança a colaborar com a Microsoft Security Response Center (MSRC), a equipa responsável por investigar e responder a relatórios de vulnerabilidades de segurança em produtos e serviços da tecnológica norte-americana.
Dylan, cujo interesse pela tecnologia se manifestou cedo, foi considerado uma “estrela em ascensão” pela Microsoft em Julho último. De acordo com a empresa, ele começou por aprender Scratch, uma linguagem de programação visual para criar jogos e animações simples, e evoluiu rapidamente para HTML e outras linguagens. No 5.º ano, já analisava código-fonte de plataformas educacionais.
Durante a pandemia, por exemplo, a sua escola desactivou o acesso dos alunos para criar reuniões no Teams, mas nove meses após estudos e tentativas e erros, o jovem hacker descobriu uma vulnerabilidade que lhe permitia assumir o controlo de qualquer grupo da plataforma. Agindo de forma ética, Dylan enviou um relatório oficial sobre a vulnerabilidade à Microsoft, começando a sua relação com a empresa.
Entretanto, por ter apenas 13 anos, a empresa liderada por Satya Nadella teve que actualizar as regras do seu Programa de Recompensas por Vulnerabilidades, para incluir pesquisadores com aquela idade. Dylan chegou a ser foi nomeado para a lista de Pesquisadores Mais Valiosos do MSRC em 2022 e 2024.
Em Abril de 2025, Dylan competiu no Zero Day Quest da Microsoft, um evento mundial que combina hacking e outros desafios destinados a melhorar a segurança dos serviços de nuvem e IA da Microsoft. O jovem hacker ficou em terceiro lugar, posicionando-se entre os melhores pesquisadores do mundo.
Para a Microsoft, a história deste hacker ético “é a prova de que a idade não é uma barreira, o que mais importa é criatividade, persistência e vontade de aprender”.




