De acordo com o director do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Zolana João, o continente africano está a dar os seus passos iniciais no sector espacial, tendo inaugurado há apenas oito meses, no Egipto, a Agência Espacial Africana, órgão de grande utilidade e responsável pela promoção da cooperação entre as políticas espaciais dos estados-membros da União Africana.
Em harmonia com os avanços que vão sendo registados, Zolana João acredita que as agências espaciais do continente precisam trabalhar na melhoria do ecossistema, de modo a tornar útil as iniciativas das agências espaciais e as políticas em vigor.
“Precisamos trabalhar no ecossistema, num ecossistema apropriado, para permitir que investidores privados, empresas privadas, governos e a sociedade como um todo se unam, de forma a se dar utilidade às iniciativas das agências espaciais e para as políticas espaciais que estão em vigor,” disse o responsável em declarações à RFI durante a Semana Mundial de Negócios de Satélites, realizada em Paris, França.
Segundo o responsável, as agências espaciais africanas ainda enfrentam vários desafios, incluindo a falta de financiamento e de infra-estruturas adequadas para conectar o continente, o que dificulta o trabalho, pois ao invés das agências se focarem apenas no espaço, precisam resolver também questões relacionadas a outros sectores antes de estabelecerem os seus programas espaciais.
Contudo, Zolana João observa que é necessário ser inovador. “Na verdade, onde há problemas há também uma boa chance de inovar e de criar oportunidades. É isso que temos tentado fazer”.
O director do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional realçou também que Angola beneficia das tecnologias espaciais de muitas maneiras, incluindo no fornecimento de conectividade a pessoas que se encontram em áreas remotas onde não há infra-estruturas de comunicações, bem como na monitorização dos objectivos de desenvolvimento sustentável das ONU, tais como pobreza zero, fome zero e melhoria da qualidade da educação.




