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O combate à seca em Angola será reforçado com o uso de dados de satélite e informação climática para a previsão, na sequência de um memorando assinado esta terça-feira (27) entre o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) e o Centro da África Austral de Ciências e Serviços para Adaptação às Alterações Climáticas e Gestão Adaptativa dos Solos (SASSCAL).
Segundo o GGPEN, a cooperação assenta na partilha de dados e no desenvolvimento de produtos, serviços, aplicações e plataformas para apoiar os objectivos de Angola nos programas de alterações climáticas e de gestão sustentável dos solos.
As instituições vão partilhar dados de satélite, climáticos e ambientais, desenvolver modelos, produtos, serviços e sistemas de previsão de seca, promover a formação e capacitação de especialistas nacionais, realizar investigação conjunta e divulgação científica e integrar a plataforma em redes regionais e continentais.
Dados do governo indicam que os efeitos da seca afectam, desde 2015, mais de 1,3 milhão de pessoas nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe. Para apoiar os esforços do combate a este fenómeno, o GGPEN e MIT lançaram em 2025 uma ferramenta tecnológica de apoio a tomada de decisões políticas para o combate à seca no Sul de Angola.
A ferramenta, desenvolvida com financiamento do governo de Angola e da NASA, combina dados científicos e imagens de satélite para monitorar semanalmente a seca, além de mapear eventos históricos, registar índices de vulnerabilidade socioeconómica e integrar indicadores como saúde, agricultura, demografia, infra-estruturas e recursos naturais.
Assim, a colaboração entre o GGPEN, o INAMET e o SASSCAL reforça as iniciativas já em curso em Angola e na África Austral, destinadas a responder aos desafios das alterações climáticas e promover programas de ensino e investigação sobre mudança global na região.




