Após um um ataque cibernético de que foi alvo no final de Fevereiro, a empresa de desenvolvimento de placas gráficas, Nvidia, lida agora com o risco de todos os seus dados mais sensíveis serem divulgados pelos hackers. Alguns destes dados já começaram a ser partilhados na internet como retaliação pela empresa não ter cedido à exigência inicial dos atacantes.
O grupo que reivindicou o ataque, o Lapsus$ Group, é o mesmo que em Janeiro último realizou um ataque contra o Grupo Imprensa, em Portugal, ao qual faz parte o Jornal Expresso, e que se acredita ter feito o mesmo à Vodafone Portugal no início de Fevereiro.
Após o ataque, o grupo exigiu que a Nvidia permita que as suas placas gráficas realizem mineração de criptomoedas de forma rápida. Ou seja, que seja removida a função de “taxa de hash baixa” (LHR, na sigla inglesa), uma função que limita os recursos de mineração de Ethereum das placas gráficas da série RTX 30.
No entanto, mais tarde o grupo reformulou a exigência, pedindo que a Nvidia abra os seus drivers de chips gráficos para dispositivos macOS, Windows e Linux, até sexta-feira 4 de Março, sob pena de ver os seus dados mais sensíveis serem divulgados, dentre os quais o código-fonte da tecnologia DLSS (Deep Learning Super Sampling), uma tecnologia recentemente lançada, que utiliza inteligência artificial para aumentar as taxas de frames e gerar imagens de alta resolução em jogos.
Capturas sobre a reinvindicação do ataque e exigências do Lapsus$ Group na sua página do Telegram – Via Olhar Digital



