O grupo de ransomware Qilin reivindicou a autoria de um ciberataque à Moniz Silva International, uma empresa retalhista angolana do sector farmacêutico. De acordo com a alegação publicada no site da hacktivist grupo, foram filtrados documentos internos confidenciais e dados pessoais de colaboradores e clientes.
Num comunicado, o grupo Qilin justificou o ataque com motivações éticas, acusando a empresa de colocar os lucros acima da saúde dos seus clientes. As alegações incluem a “venda de medicamentos perigosos”, “preços excessivamente inflacionados” e a contratação de “funcionários não qualificados”, práticas que, segundo os cibercriminosos, “podem literalmente matar uma pessoa”.
Entre as informações supostamente comprometidas encontram-se detalhes financeiros sensíveis, como demonstrações financeiras completas e a estrutura de preços de compra e venda ao público. Esta exposição pode revelar segredos comerciais críticos e estratégias competitivas da empresa, além de ter um impacto significativo na sua reputação e estabilidade financeira.
O grupo Qilin tem sido associado a vários incidentes de alto perfil, incluindo um ataque recente à Synnovis no Reino Unido que afectou hospitais de Londres e que, segundo um relatório, terá levado à morte de um doente. Esta alegação contra a Moniz Silva segue um padrão recente do grupo de tentar justificar os seus crimes cibernéticos com retórica de protesto ético ou político.
Até ao fecho desta notícia, a Moniz Silva International não se havia pronunciado publicamente sobre o alegado ciberataque, nem tinha emitido qualquer comunicado a confirmar ou a negar a ocorrência do incidente ou a extensão do comprometimento de dados.




