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Meta: ChatGPT não é particularmente inovador nem revolucionário

Startup chinesa "choca" o mercado com lançamento da primeira IA totalmente autónoma

A afirmação foi feita pelo chefe da unidade de desenvolvimento de inteligência artificial (IA) da Meta, Yann LeCun, durante um encontro recente com jornalistas. Segundo o cientista, o público percebe o ChatGPT como revolucionário, mas as mesmas técnicas aplicadas pelo chatbot desenvolvido pela empresa OpenAI, para o processamento de linguagem natural utilizando inteligência artificial, estão a ser utilizadas por outras empresas e o mesmo tipo de trabalho está a acontecer em muitos outros laboratórios de pesquisa sobre IA em todo mundo.

“Em termos de técnicas de base, o ChatGPT não é particularmente inovador. […] Não é nada revolucionário, apesar de ser percebido dessa forma pelo público. É só que, você sabe, é bem montado, é bem feito,” disse Yann LeCun, citado pelo site britânico ZDNet, tendo acrescentado que a OpenAI não está particularmente avançada se comparada aos outros laboratórios que trabalham com este tipo de tecnologia.

De acordo com o cientista, estes sistemas de IA orientados por dados foram construídos no passado por muitas empresas e laboratórios de pesquisa, pelo que a ideia da OpenAI estar sozinha neste tipo de trabalho é imprecisa. Yann LeCun explica também que o próprio ChatGPT e o modelo algorítmico em que se baseia, o GPT-3, é composto por múltiplos pedaços de tecnologia desenvolvida ao longo dos últimos anos, por diferentes entidades.

Ou seja, o ChatGPT utiliza uma arquitectura de transformadores, que são pré-treinadas de uma forma auto-supervisionada. Estes transformadores foram criados pela Google e constituem uma linguagem neuronal apresentada em 2017 e que agora serve de base para vários programas de processamento de linguagem natural. Esta inovação, por sua vez, teve por base o modelo desenvolvido há 20 anos pelo cientista da computação Yoshua Bengio, conhecido pelo seu trabalho sobre redes neurais artificiais e de aprendizagem.

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O programa da OpenAI também não é particularmente inovador, segundo o cientista, pelo facto deste recorrer à aprendizagem por reforço de feedback humano, na qual há agentes humanos envolvidos na melhoria do sistema, um pouco à semelhança do que acontece com as rank pages do Google. E esta abordagem, ressalta, foi inicialmente adoptada pela DeepMind e não pela OpenAI.

Questionado sobre por que o público não viu programas como o ChatGPT da Meta ou da Google, Yann LeCun respondeu dizendo que “a Google e o Meta têm muito a perder disponibilizando sistemas que inventam coisas”.

 

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