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O Presidente da República, João Lourenço, autorizou os ministérios das Finanças e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) a iniciarem os procedimentos legais para a criação da entidade gestora do futuro Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, com a natureza de empresa de domínio público, sob a forma de sociedade anónima.
A autorização, expressa por via do Decreto Presidencial n.º 77/26, destina-se à criação de uma empresa pública que vai gerir o futuro Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, que se encontra actualmente em fase final de construção no município da Maianga.
Orçado em 100 milhões de dólares norte-americano, sendo 90 milhões disponibilizados pelo Banco Africano de Desenvolvimento e 10 milhões pelo Estado angolano, o parque contará com nove edifícios novos e a reabilitação dos antigos edifícios das faculdades de Engenharia e de Ciências Sociais, da Universidade Agostinho (UAN), que funcionam no recinto.
Além dos estudantes da UAN, a infra-estrutura vai beneficiar também directamente o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação, a Agência Reguladora de Energia Atómica e o Centro Nacional de Investigação Científica.
Durante uma ronda ao local, o Portal de T.I pôde constatar que os trabalhos em alguns edifícios afectos à UAN estão finalizados e os estudantes já usufruem das salas remodeladas e apetrechadas. Pôde também observar os painéis solares e o posto de carregamento para veículos eléctricos já instalado, num total de 8 pontos.
Entre as partições que compõem o parque constam um centro de investigação científica e laboratório, centros de pesquisa, área administrativa e comercial, incubadoras de empresas, empresas consolidadas, biblioteca, auditório com 250 lugares, escritórios e restaurantes.
Com uma área total de 60 mil metros quadrados, a unidade conta também com parque estacionamento com capacidade para cerca de 600 veículos, áreas verdes, instalações desportivas, entre outras estruturas.
O Presidente da República visitou as instalações em Abril de 2024 acompanhada pela então ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria Bragança, que estimou a conclusão do projecto para 2026.
“Neste momento, todo o projecto tem um desembolso que ronda os 40 por cento, e a sua conclusão está prevista para 2026. Em última instância, pretende-se, com o projecto, contribuir, através da inovação científica e tecnológica, para a diversificação económica”, disse a ministra à data.
Na ocasião, o coordenador do Projecto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia, Ricardo Queirós, fez saber que o projecto vai garantir 155 bolsas de estudo em pós-graduação, no Brasil e em Portugal, e outras 850 para meninas de famílias carenciadas que frequentem o ensino secundário, além de patrocinar 40 programas de investigação científica.




