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A Pulsoc, filial do grupo sérvio Pulsec, inaugurou hoje, em Luanda, o seu centro de operações de segurança (SOC, na sigla inglesa). Trata-se do primeiro SOC do grupo em África e o quarto a contar com os três centros implantados na Europa.
Ao Portal de T.I, o CEO da Pulsoc Angola, Dalibor Ratković, afirmou que a empresa pretende trazer para o mercado a sua experiência obtida em 20 anos de operações no mercado europeu de cibersegurança e tornar este centro na sua sede para as operações em toda África.
Essa estratégia, segundo o responsável, inclui a introdução das mais recentes tecnologias de segurança e boas práticas globais, para responder às necessidades do país e, especificamente, dos sectores governamentais, banca, telecomunicações e petróleo e gás, neste domínio.
Para tal, a empresa pretende apostar no treinamento de quadros locais, para que a visão, a estratégia e as soluções propostas pela empresa sejam transmitidas de acordo com contexto angolano e no idioma local, disse o responsável.
Dalibor Ratković reconhece que em todos os países a procura por quadros especializados em cibersegurança é maior que a oferta. Para fazer face a este quadro, refere, a Pulsoc Angola tenciona introduzir no mercado uma estratégia baseada em treinamento constante que abrangerá, entre outros, funcionários, clientes, academia.
“Para nós, a cooperação com a academia e o fomento da investigação científica é muito importante. Nos mercados em que actuamos há mais tempo já contamos com parcerias nesse sentido, o que inclui a concessão de bolsas de estudos para estudante interessados em cibersegurança. O objectivo é replicarmos essa fórmula no mercado angolano considerando as necessidades locais”, disse.
Em mercados como a Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Croácia e Áustria, a empresa mantém uma dinâmica de reuniões gratuitas com os clientes e parceiros todas as quarta-feiras, chamadas “Pulsoc Day”, para a partilha de experiências e tendências sobre cibersegurança.
“Isso é algo que vamos implementar também em Angola, para clientes e parceiros como a academia”, comentou, Dalibor Ratković.
Depois de Angola, a empresa especializada em projectar e implementar soluções avançadas de cibersegurança, pretende também estender e reforçar a sua presença em mercados como os EUA e Dubai. Neste último, referiu, a empresa já tem iniciadas as operações, faltando apenas o lançamento do SOC local.
Com o lançamento em Luanda, Angola torna-se parte da rede global de centros de operações de cibersegurança geridos pela Pulsec, que partilham entre si os dados sobre o ecossistema para permitir respostas sobre incidentes informáticos em questão de minutos.


