A SEACOM, empresa que gere o cabo submarino com o mesmo nome, anunciou nesta segunda-feira (3) o restauro dos serviços da África Oriental, após a conclusão das operações de reparo e teste de serviços no passado dia 31 de Maio.
De acordo com a empresa, sediada em Joanesburgo, África do Sul, para restauração total do cabo foi necessária a reparação da parte física, bem como a restauração adequada dos serviços dos clientes individuais, com a reposição das características operacionais anteriores à paralisação dos serviços.
O director digital da SEACOM, Prenesh Padayachee, referiu que após as infelizes interrupções dos serviços, a empresa agiu rapidamente para mitigar o impacto da falha e trabalhou ininterruptamente para concluir todos os reparos necessários da infra-estrutura.
Padayachee salientou que a falha que ocorreu no passado mês de Maio foi causada pela actividade dos arrastões na região, o que impactou negativamente os serviços de trânsito na África do Sul em direcção a Moçambique e à Tanzânia, com os clientes da SEACOM em toda a região a sofrerem interrupções temporárias na conectividade.
Para a operação de restauro, o navio instalador de cabos, Léon Thévenin, partiu da Cidade do Cabo no dia 14 de Maio para realizar reparações no cabo SEACOM, bem como num dos cabo do Sistema de Cabos Submarinos da África Oriental (EASSy), que também sofreu avaria.
Relativamente às operações de reparação dos cabos que se encontram na região do Mar Vermelho, a SEACOM afirma que, juntamente com os seus parceiros de reparação, fizeram progressos significativos com a sua estratégia de mobilização. As projecções actuais estimam que o processo de reparo será concluído no início do terceiro trimestre de 2024.




