199
O Relatório Global de Ecossistemas de Startups 2025, da StartupBlink, revela que a África Central registou crescimento de apenas +1,9%, o mais baixo do continente, contrastando com a média africana de 24,9% e o ritmo global próximo de 21%.
A posição de Angola
Entre as cidades da região, as capitais mais representativas permanecem fora do top 500 global, reflectindo um ecossistema ainda emergente e com crescimento limitado. Luanda, por exemplo, ocupou o 558º lugar com uma pontuação de 0,459, registando uma queda de 11,4% em relação ao ano anterior.
Apesar disso, a capital angolana é a melhor posicionada entre as congéneres da África Central no ranking de 2025, como reportado pelo Portal de T.I. A nível mundial, o ecossistema de startups de Angola encontra-se na 108.ª posição, caindo 3 posições em comparação ao ano 2024.
A Startup Blink tem listadas 36 startups angolanas no seu banco de dados, representando 36% de todas as startups da região com uma população estimada em mais de 157 milhões de habitantes. A organização lista ainda 13 espaços de coworking, 6 aceleradoras e 11 organizações de apoio a startups no país.
Camarões e RDC entre os maiores pólos da região central
Ainda na África Central, Kinshasa, na RDC, aparece em 817º e Yaoundé (Camarões) em 912º, enquanto cidades secundárias como Douala (827º) apresentam crescimento mais robusto (+52,4%), indicando que o dinamismo do ecossistema nos Camarões não está concentrado apenas nas capitais.
Em contrapartida, Buea (Camarões) caiu para 1411º, com uma regressão de -17,1%, evidenciando que nem todos os centros urbanos da região acompanham a evolução do sector.
Ampliando a zona geográfica analisada, vê-se que outras capitais subsaarianas demonstram desempenhos variados: Gaborone (Botsuana) caiu -16,5%, Ouagadougou (Burkina Faso) estreou no ranking em 1291º, e Santa Cruz de la Sierra (Bolívia, fora de África) apresentou crescimento moderado de +8,7%, servindo de referência para comparação de ritmo de evolução.
África Central comparada às demais sub-regiões do continente
No contexto continental, a África Austral cresceu +24,9%, a África do Norte +22,9%, a África Ocidental +16,4% e a África Oriental +6,1%, reforçando que a África Central, com apenas +1,9%, continua a ser a sub-região de menor dinamismo.
Globalmente, a região da Ásia-Pacífico lidera a expansão (+27,4%), seguida da Europa (+26,2%) e do Médio Oriente e África (+24,9%), enquanto América do Norte e América Latina apresentam crescimento mais moderado,15,7% e 20%, respectivamente.
O relatório evidencia que, embora haja sinais de potencial em algumas cidades, a região central africana precisa de políticas de incentivo, hubs tecnológicos e investimento estratégico para transformar este baixo crescimento em desenvolvimento sustentável e competitivo dentro do continente e no panorama global.


