Quatro cabos submarinos que passam pelo Mar Vermelho encontram-se danificados, condicionando 25% do tráfego mundial de internet, informou nesta segunda-feira (4) a empresa de telecomunicações HGC Global Communications.
Diante dos efeitos sobre as comunicações globais, a HGC disse, em comunicado, que já tomou as medidas necessárias para mitigar as consequências causadas pela interrupção dos cabos submarinos Seacom, TGN, AAE-1 e EIG, através de um plano abrangente de diversidade para redireccionar o tráfego condicionado.
A empresa informou que desviou parte das conexões por meio de uma rede de cabos submarinos com destino ao norte, que vai de Hong Kong, atravessa a China e chega à Europa; em direcção ao leste, segue uma rota pelos Estados Unidos até a Europa; e pelo oeste, diversificou o tráfego para os 11 cabos submarinos que permanecem operacionais na área do Mar Vermelho.
A HGC acrescenta que não está atender apenas às solicitações dos seus clientes, mas também consultas de operadoras do norte de África e da região do Médio Oriente sobre opções de redireccionamento de contingência das redes de Hong Kong para o oeste.
Por sua vez, o Comité Internacional de Protecção de Cabos, que promove a protecção de cabos submarinos, levantou preocupações sobre possíveis danos à infra-estrutura (do sistema de 15 cabos) do Mar Vermelho como resultado da militarização da rota marítima. De acordo com a organização, a rede global de cabos submarinos transporta mais de 99% de todo o tráfego de dados digitais do mundo.




