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Proposta de Lei da Cibersegurança entra na fase de análise detalhada

Proposta de Lei da Cibersegurança entra na fase de análise detalhada
As Comissões de Trabalho Especializadas da Assembleia Nacional realizaram esta segunda-feira, 3 de Agosto, uma reunião conjunta para a discussão e votação, na especialidade, da proposta de lei da cibersegurança.
 
Esta sessão constitui a continuidade do processo legislativo do diploma aprovado na generalidade em Janeiro último, com 105 votos a favor, 1 voto contra e 75 abstenções. A reunião juntou a 1.ª, 2.ª e 10.ª Comissões de Trabalho Especializadas e foi coordenada pela presidente da 2.ª Comissão, Ruth Mendes.
 
Nesta nova fase, a iniciativa legislativa foi votada capítulo por capítulo, tendo sido apreciadas e recebidas as propostas apresentadas pelo Executivo e as correcções adicionais apresentadas pelos deputados, que contribuíram para a melhoria da proposta de lei.
 
De modo geral, a revisão do diploma focou-se em três eixos fundamentais: a melhoria da redacção e da técnica legislativa, o reforço da sistematização da proposta e a harmonização do texto, de modo a preservar a essência da iniciativa aprovada em Janeiro último na generalidade, enquadrou o deputado Santiago Vunge, relator do diploma.
 
Resposta a incidentes cibernéticos
 
Durante o período de esclarecimentos, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu que as auditorias previstas no diploma constituem uma prática normal e indispensável para verificar o cumprimento das normas de cibersegurança por parte dos operadores e entidades reguladas.
 
O ministro destacou também a necessidade de reforçar a coordenação nacional na resposta a incidentes cibernéticos, recordando os recentes constrangimentos registados nos serviços de telefonia móvel.
 
Segundo Mário Oliveira, a criação de mecanismos de cooperação e partilha de informação permitirá respostas mais rápidas e coordenadas, reduzindo os impactos de futuros ataques sobre infra-estruturas críticas e serviços essenciais do Estado.
 
Contexto da proposta de lei da cibersegurança
 
De iniciativa legislativa do Executivo, o diploma estabelece o Regime Jurídico da Cibersegurança, visando proteger os cidadãos, as instituições públicas e privadas contra ameaças e ataques cibernéticos, bem como assegurar a integridade, a disponibilidade e a confidencialidade das redes, dos sistemas de informação e das infra-estruturas críticas e serviços essenciais do país.
 
O diploma segue a aprovação, em 2025, pelo Executivo, da Estratégia Nacional de Cibersegurança, instrumento que define as políticas e prioridades para a prevenção e o combate às ameaças digitais que colocam em risco o ciberespaço nacional.
 
Segue, igualmente, a criação do Conselho Nacional de Cibersegurança, órgão governamental responsável pela coordenação e supervisão da implementação da política nacional nesta matéria, com o objectivo de garantir a protecção e a resiliência do ciberespaço angolano.

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