O novo indicador do Global Innovation Index, divulgado em parceria com a plataforma GitHub, revela contrastes profundos na participação dos diferentes países na economia do código. Angola surge na 128.ª posição entre 135 economias analisadas, com 33.866 commits por milhão de habitantes entre os 15 e os 69 anos.
De acordo com os dados publicados no passado mês de Abril, os 33.866 commits colocam o país abaixo da média africana, mas ainda acima de países como Myanmar, Moçambique ou Burkina Faso, num momento em que o GitHub ultrapassou a fasquia dos 5 mil milhões de commits globais, fruto da aceleração da colaboração digital em software.
No contexto africano, a posição de Angola é intermédia, mas revela um défice estrutural de participação na economia digital baseada em código aberto. Países como a Nigéria, o Quénia e a África do Sul têm sido motores do crescimento no continente, ajudando a África Subsaariana a registar um aumento de mais de cinco vezes no volume de commits desde 2019.
Angola não surge destacada entre os motores regionais, mas mantém uma produção de commits superior à da Tanzânia (42.005 commits por milhão), Malawi (37.117) e das economias que a seguem na tabela, como Moçambique (26.372) e Burkina Faso (20.065).
No topo da tabela, economias como Israel, Suécia ou Estados Unidos surgem com valores centenas de vezes superiores. O próprio GitHub reporta que a Índia, sozinha, passou de 3,9% para 9,4% dos commits globais entre 2019 e 2025, consolidando-se como um dos polos mundiais de desenvolvimento de software.
No entanto, países como Angola, Moçambique ou Mali (12.165 commits por milhão) permanecem em patamares baixos, indicando, segundo os dados do relatório, que a transformação digital baseada em código aberto ainda não penetrou de forma generalizada nas respectivas bases de programadores locais.




