A Google.org, braço filantrópico da tecnológica, vai financiar um programa de três anos para reforçar a protecção contra ciberataques em infra-estruturas comunitárias e públicas cruciais de quatro países da África Subsaariana.
Operado pela CyberSafe Foundation, o programa “Resilio Africa” visa proteger cerca de dois milhões de pessoas e 15 milhões de registos públicos na Nigéria, Quénia, Gana e África do Sul, através de tecnologia avançada e formação massiva de profissionais.
A organização afirma que esta iniciativa é uma resposta directa a um panorama continental de risco elevado. Segundo o Índice Global de Cibersegurança da União Internacional de Telecomunicações, mais de 60% dos estados africanos apresentam um “baixo comprometimento” com a preparação digital, uma brecha que o Resilio Africa pretende colmatar a partir da base.
O plano de acção assenta em dois pilares. O primeiro é tecnológico, fornecendo a 200 instituições comunitárias críticas ferramentas automatizadas de monitoramento de ameaças, manuais de resposta a incidentes e inteligência em tempo real.
O segundo, e considerado fundamental, é o investimento em capital humano. O programa disponibilizará mais de 10.000 horas de consultoria gratuita e oferecerá formação estruturada para mais de 4.500 profissionais, desde executivos a funcionários da linha da frente.
O Resilio Africa representa, assim, um investimento significativo na construção de confiança no ecossistema digital africano, procurando travar a vulnerabilidade crónica que ameaça o seu desenvolvimento socioeconómico.




