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Unitel: 5G cresce em ilhas urbanas enquanto Angola continua dependente do 4G e 3G

Unitel: 5G cresce em ilhas urbanas enquanto Angola continua dependente do 4G e 3G

A mais recente leitura do mapa nacional de cobertura móvel, vista a partir do nPerf,   revela um país em clara transição tecnológica, mas ainda longe de uma revolução digital homogénea.

Para a rede Unitel, em termos globais, Angola mantém cerca de 55% da sua cobertura assente em tecnologias 2G e 3G, enquanto a 4G e 4G+ representam aproximadamente 43%. A rede 5G surge ainda como residual, com apenas 3 a 4% da presença total, mas com um impacto simbólico relevante.

Luanda continua a destacar-se como o principal polo tecnológico do país. A região metropolitana concentra mais ou menos 70% de toda a presença nacional de 5G, além de apresentar mais de 70% da sua cobertura baseada em 4G e 4G+. Esta assimetria confirma o papel da capital como centro económico, financeiro e digital, mas também reforça o fosso em relação ao resto do território.

A principal novidade trazida nesta análise mais detalhada do mapa é a identificação de pequenas “ilhas de 5G” em Benguela/Lobito e no Huambo. Em Benguela, a rede 5G já representa cerca de 7% da cobertura urbana, enquanto no Huambo o valor situa-se entre 3% e 4%, concentrado quase exclusivamente no centro da cidade. Trata-se, contudo, de implantações pontuais, sem continuidade territorial.

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Apesar deste avanço, a rede 4G continua a ser a espinha dorsal das comunicações móveis fora de Luanda, com uma média nacional próxima dos 30%. Nos corredores económicos do litoral centro e do eixo Benguela–Huambo, a rede 4G e a 4G+ juntos ultrapassam 50% da cobertura, refletindo investimentos associados à actividade portuária, ferroviária e comercial.

Em contraste, o interior do país, sobretudo o Leste e parte do Sul, permanece fortemente dependente de tecnologias básicas. Nas Lundas e no Moxico, a rede 2G ainda representa cerca de 38% da cobertura, enquanto a 4G não ultrapassa os 22%. Estes números evidenciam os desafios estruturais de conectividade em regiões de baixa densidade populacional e elevada dispersão geográfica.

O Sul de Angola apresenta um quadro semelhante, com mais de 60% da cobertura assente em 2G e 3G, apesar de uma presença crescente de 4G nas capitais provinciais. Nesta região, a rede móvel cumpre sobretudo uma função de conectividade essencial, mais do que de suporte a serviços digitais avançados.

Em síntese, os dados mostram um país dividido entre uma Angola urbana, cada vez mais 4G/5G, e uma Angola periférica, ainda ancorada na rede 2G e 3G. O desafio dos próximos anos não será apenas expandir a rede 5G, mas garantir que a modernização das redes não aprofunda as desigualdades regionais já existentes.

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