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O progresso da nova economia espacial é o tema de destaque que o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) traz para a 5.ª edição do ANGOTIC, que teve início hoje, em Luanda, sob o lema “50 anos a Comunicar, Modernizar e a Desenvolver Angola”. O tema alinha as iniciativas da instituição às tendências globais do ramo espacial, onde cada vez mais o sector privado surge como parte activa do desenvolvimento tecnológico.
Segundo o assessor de vendas do GGPEN, Hugo Mateus, a nova economia espacial traduz-se na participação crescente de empresas privadas em iniciativas espaciais, algo que, no passado, era exclusivo aos governos.
“Antigamente, só agências estatais como a NASA e a ROSCOSMO, por exemplo, lideravam os programas espaciais. Hoje, com a nova economia espacial, empresas privadas estão a ganhar espaço no sector. Em Angola, também estamos a caminhar nessa direcção”, afirmou.
Um exemplo concreto desse avanço é a parceria firmada entre o GGPEN e a operadora de telecomunicações Africell, que agora integra as iniciativas espaciais nacionais. Além disso, o GGPEN também trabalha com a startup angolana Tecno Excelência, para formações voltadas à educação espacial, contribuindo para o aumento do conhecimento sobre o sector.
Hugo Mateus afirma que embora não tenha um sector específico, o GGPEN tem actuado em diferentes sectores, desenvolvendo soluções tecnológicas adaptadas às várias necessidades do país.
“Nós não temos um sector específico, vamos observando as necessidades e desenvolvendo aplicações para dar resposta a esses desafios”, esclareceu.
Entre estas aplicações constam as soluções Tech-Ecologia, destinada à monitorização de derrames de petróleo no offshore nacional, a Tech-Agro, criada para a estimativa da produtividade agrícola, e a Tech-Gest, uma aplicação espacial que recorre às imagens de satélites actualizadas e de alta resolução para a monitorização de infra-estruturas, gestão de activos, detecção de mudanças e mapeamento do uso e ocupação dos solos.
Mais recentemente, o GGPEN apresentou a solução Tech-Minas, uma plataforma de dados geoespaciais para operações mineiras do subsector diamantífero.
Hugo Mateus recordou ainda que está em construção o satélite angolano de observação da terra, o ANGEO-1, “um marco importante que reforça o compromisso do país com o uso sustentável das tecnologias espaciais para o desenvolvimento nacional”, finalizou.




