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A Unitel admitiu hoje a possibilidade do ataque cibernético que afectou a sua infra-estrutura tecnológica ter sido desferido para perturbar o processo de admissão das acções da operadora à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), sublinhando que essa é uma das hipóteses que continua sob avaliação
Num comunicado ao mercado, a empresa reiterou que o incidente, detectado às 02h20 de terça-feira (28), provocou interrupções nos serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o país, tendo observado, contudo, que não afectou os serviços fixos prestados através de fibra óptica e feixes hertzianos, utilizados por diversas instituições públicas e empresas, que se mantiveram operacionais.
Segundo a operadora, após a detecção da ocorrência as equipas técnicas e de cibersegurança activaram de imediato os protocolos de resposta e contenção, iniciando a recuperação gradual dos serviços às 11h45 de quarta-feira (29).
Até ao momento, a Unitel afirma ter já restabelecido parcialmente os serviços móveis em Luanda, Bengo, Benguela, Bié, Cuando, Cubango, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Malanje, Lunda-Norte e Namibe. A tecnológica prevê igualmente a reposição progressiva dos serviços nas demais províncias.
A operadora afirma tratar-se do incidente de cibersegurança de maior dimensão registado na sua história e garante que mantém operacionais os seus mecanismos de resposta, incluindo o centro de operações de segurança, os planos de continuidade do negócio e de recuperação de desastres.
Vale ainda referir que nesta quarta-feira o presidente do Conselho de Administração da Unitel, Aguinaldo Jaime, revelou, durante a cerimónia de entrada da empresa na Bolsa de Valores, que a operadora está a investigar a origem do incidente, com vista a repor completamente os serviços e identificar os responsáveis.



