O Presidente da República, João Lourenço, afirmou nesta terça-feira (22), durante o seu discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, que os povos e as nações têm hoje uma oportunidade de dar um salto qualitativo nas suas condições gerais de vida através do aproveitamento das potencialidades da Inteligência Artificial (IA).
O chefe de Estado angolano sublinhou que, se bem utilizada, esta tecnologia pode contribuir para a melhoria da educação, da saúde, da agricultura, dos serviços públicos, da investigação científica e da produtividade económica.
Para que esse potencial se concretize, João Lourenço reafirmou o apoio de Angola ao Pacto Digital Global das Nações Unidas. Neste contexto, defendeu a expansão das infra-estruturas públicas digitais, o reforço da cibersegurança, a formação de quadros e a criação de uma governação da IA que seja inclusiva, segura e centrada no ser humano.
O Presidente angolano deixou ainda um alerta sobre a direcção que a revolução digital deve tomar. Para João Lourenço, a revolução digital deve ser um instrumento de inclusão, soberania e desenvolvimento, e não criar novas formas de dependência e desigualdade.
Ao destacar a educação, a saúde e a agricultura como áreas prioritárias para a aplicação da Inteligência Artificial, o chefe de Estado angolano aponta para um modelo de desenvolvimento que procura resolver os problemas concretos das populações.



