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Os operadores de telecomunicações, startups e pequenas e médias empresas passam a dispor de acesso directo aos serviços do satélite Angosat-2, com a inauguração de uma infra-estrutura central de acesso e interligação, apresentada hoje, em Luanda, pelo Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN).
Designada tecnicamente por hub, a estrutura está instalada no Centro de Controlo e Missão de Satélite (MCC), na Funda, e permitirá que startups, fornecedores de serviços de Internet (ISPs) e operadores de telecomunicações acedam de forma simples e directa às capacidades do Angosat-2, fomentando modelos de negócio assentes em terminais VSAT para conectividade remota.
Segundo o GGPEN, entre os principais benefícios da nova infra-estrutura contam-se a simplificação da contratação de serviços de conectividade via satélite, a aceleração de modelos de negócio baseados em VSAT e a possibilidade de garantir ligações eficientes em zonas remotas do país.
A cerimónia ficou igualmente marcada pelo lançamento do portal Conecta Angola Comercial, plataforma através da qual as empresas poderão solicitar, de forma integrada, kits, serviços e capacidades do Angosat-2.
Trata-se da vertente comercial do programa Conecta Angola, cuja componente social foi lançada em Junho de 2023 e que já assegura 31 pontos de conectividade, tendo beneficiado mais de 366 mil cidadãos, sobretudo em regiões sem cobertura de rede.
“Até ontem estávamos muito focados nos grandes operadores de telecomunicações. A partir de hoje, o foco vai também às pequenas e médias empresas, incluindo as startups”, afirmou.
De acordo com o governante, a adesão ao serviço permitirá às empresas prestar serviços directos aos cidadãos, contribuindo para a modernização e automatização das suas actividades. Como exemplo, referiu-se a recente instalação de um terminal numa fazenda no Cuanza-Sul, o que, segundo o ministro, permitirá ao empresário melhorar a automatização dos serviços e aumentar a qualidade da sua produção.
Apesar da aposta na vertente comercial, o GGPEN reitera que a meta continua a ser a criação de sinergias com o sector privado, de modo a reduzir a exclusão digital e levar serviços de Internet às zonas mais recônditas do país.
Com esta infra-estrutura e o lançamento do Conecta Angola Comercial, o Executivo procura abrir o acesso ao Angosat-2 a novos actores do mercado, estimular soluções de conectividade para zonas remotas e reforçar o papel do sector privado na redução da exclusão digital, numa estratégia que combina exploração comercial do satélite com objectivos de interesse público.


