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Um total de 74,4 biliões de kwanzas foi transaccionado no Sistema de Pagamentos de Angola em 2024 como resultado de 2,5 mil milhões de operações com instrumentos de pagamento electrónicos, informou na última semana, em Luanda, o governador do Banco Nacional de Angola.
Manuel Tiago Dias, que falava na Conferência sobre Instrumentos Alternativos de Pagamento, sublinhou que o montante representa um crescimento de cerca de 35% face ao ano 2023.
O governador do banco central atribuiu o crescimento a maior disponibilidade de soluções e instrumentos de pagamento electrónicos, designadamente, pagamentos via código QR, pagamentos por referência, pagamentos online, transferências a crédito, débitos directos, cartões de pagamento e transferências KWiK.
Dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) indicam que nos primeiros cinco meses de 2024, a Rede Multicaixa transaccionou 12,9 biliões de Kwanzas, correspondendo a um crescimento de 47% em relação ao período homólogo de 2023.
Este desempenho, segundo a EMIS, demonstra o robusto crescimento em comparação ao volume transaccionado durante todo o ano de 2023, que totalizou 25,5 biliões de Kwanzas.
No mesmo período, o levantamento de dinheiro correspondeu apenas a 15% deste montante, o que, de acordo com a EMIS, revela a elevada taxa de transaccionalidade electrónica do sistema de pagamentos.
A Conferência sobre Instrumentos Alternativos de Pagamento contou também com a presença do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, que reafirmou o total alinhamento da instituição à visão do Banco Nacional de Angola, no âmbito da promoção da inclusão financeira.
Segundo o ministro, o país deu passos significativos no desenvolvimento e modernização das suas infra-estruturas de telecomunicações e tecnologias de informação, que têm permitido expandir importantes serviços bancários, com maior destaque para o crescimento da Rede Multicaixa.
Mário Oliveira destacou também o importante papel do satélite Angosat-2 neste processo, permitindo a conectividade em zonas remotas e a activação de ATMs nestas regiões.




