Tim Cook cumpriu, esta segunda-feira (31), o último dia como presidente executivo da Apple, após 15 anos à frente da empresa que herdou de Steve Jobs.
Aos 65 anos, o executivo passa agora a presidir o Conselho de Administração, cedendo o cargo de CEO a John Ternus, até agora vice-presidente de Engenharia de Hardware.
A transição marca o fim de uma era em que Cook transformou a Apple na empresa mais valiosa do mundo, com um valor de mercado estimado em 4,66 trilhões de dólares. Durante a sua liderança, a empresa consolidou o domínio do iPhone, expandiu o ecossistema de serviços e alcançou marcos financeiros que, segundo a Bloomberg, pareciam impensáveis na era de Steve Jobs.
O seu sucessor, John Ternus, de 51 anos, é um veterano com mais de duas décadas na Apple e era até agora o rosto por detrás do desenvolvimento de produtos icónicos como o iPhone, o iPad e a transição do Mac para os processadores Apple Silicon.
A sua vasta experiência em hardware posiciona-o como um sucessor natural, mas os desafios que enfrenta vão muito além da engenharia, segundo alguns especialistas.
Os novos objectivos da Apple sob o comando de Ternus centram-se na aceleração da Inteligência Artificial, com a expansão global da Apple Intelligence, numa tentativa de recuperar a liderança tecnológica face a rivais como a Google e a OpenAI.



